terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Sem fotos nem notícias do Borges, a cabecinha anda a mil pensando nos próximos passos.
Os planos são de fazer a parte interna aqui em Brasília, mas ainda não sei onde. Quero reformar os assentos que estão no carro, e que não são exatamente originais. Os bancos, principalmente os dianteiros, precisam de alguma reforma, recomposição da espuma, pintura da estrutura e conserto das travas e trilhos. Quero o carro o mais original possível, mas não sou radical. Borracha do piso e vinil do teto serão originais, além do revestimento dos assentos. O que tenho hoje no carro é um tecido preto com padronagem, se não me engano, do Opala Diplomata. Os bancos dianteiros tem encosto de cabeça e que pretendo manter, revestidos em vinil ou o tal couro ecológico - que não pode ser chamado de couro.
Venho namorando um volante há algum tempo. Quero algo de época, mas com aro mais espesso e de diâmetro não muito pequeno. Não me incomodaria usar algum volante mais moderno e até o da Kombi já cogitei. Hoje vi uma foto de um Fusca série Prata que vinha com o volante do Passat, no começo dos anos 80. E, devo dizer, que fiquei animado com a possibilidade de conseguir um em bom estado. Aro desgastado sempre pode ser revestido de couro.
Vou manter o som como está, pois gosto bastante do arranjo. O rádio Sony para mídias digitais - tem uma bandeja no lugar do tocador de CD, onde cabe o iPod Touch direitinho, ou pendrives - é bom e dá um ótimo som, mesmo sem amplificador. Instalei um kit duas vias da Selenium na frente, com os tweeters nos cantos inferiores do pára-brisas e os alto-falantes no canto inferior direito das portas. Pretendo deixá-los aí. A ideia é mandar fazer novas laterais das portas, no modelo original, mas aproveitando o porta-trecos de plástico que tenho hoje, talvez revestido, e instalando o alto-falantes por trás da placa, com uma grade plana. Não sei se há espaço na porta para isso. Atrás existe um par de quadraxiais Pioneer, instalados no tampão, por baixo, que ficam invisíveis. Não vou mexer neles, mesmo porque o tampão está zerado. Talvez, antes de instalar o novo revestimento eu peça para um bom instalador bolar algo mais permanente como conduítes ou algo assim. Vou precisar disso para a passagem dos fios pela porta. Ah, lógico, o Borges precisa de uma antena nova.
Botões serão trocados, talvez até a bola de câmbio seja substituída por uma de época, ainda não sei.
Em algum momento o Borges recebeu um console de plástico no túnel central. Não é original, mas é útil e pretendo mantê-lo. O material é meio fraco, por isso quero mandar revesti-lo com algum tipo de carpete, camurça ou material emborrachado. Pretendo fazer a mesma coisa com a caixa de porta-luvas que acabei de comprar, em plástico, mais resistente que a original de papelão.
Os refletores das lanternas deverão passar por um processo de polimento e, talvez, troca de algumas lâmpadas por outras de LED. Já foram adquiridas lentes em acrílico, de melhor qualidade.
Uma coisinha ou outra serão feitas aqui e ali e mostrarei quando estiver com o carro de volta.
Inté.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Sem novidades até o momento, a não ser a informação de que o Borges já estaria sendo pintado, desde a semana passada.
Em dezembro pude visitá-lo, mas acabei não fotografando. Cheio de tranqueiras dentro e todo desmontado, deu aquela angústia. Capô e paralamas estavam desmontados e todo o carro estava sendo preparado para a pintura.
David me explicou que seu plano inicial era de preparar o carro para um "banho de tinta", mas que ao trabalhar no carro foram descobrindo coisas que não dava para deixar para trás e o serviço acabou virando a restauração que era o que queria desde o começo. Muitos podres foram removidos com o corte da parte estragada e novas chapas soldadas no lugar, além de recuperação com soldas. Até mesmo coisas que eu nem imaginava serem possíveis de se substituir, acabaram por passar pelo exame cuidadoso do David, por exemplo a flange que percorre toda a abertura do porta-malas e onde se encaixa a borracha de vedação, que foi trocada por inteiro. Por essas e outras, o prazo inicial de 60-70 dias já bateu em 120. O que não me incomoda, está bem dentro de um trabalho de carroceria cuidadoso.
Passei na oficina do meu tio, onde o motor já estava quase pronto para voltar ao carro. Estava super-limpo e as tampas metálicas tinham sido tiradas para pintura. Ele aproveitou para trocar as velas, mas a suspeita de necessidade de retífica em uma delas não se confirmou. Menos mal.
Hoje adquiri uns acessórios que vão ser instalados quando o carro voltar, como uma nova caixa de porta-luvas - comprei do tipo plástico, mais resistente, e que pretendo mandar forrar, assim como o console, que não é acessório original -, novas lentes acrílicas para as lanternas traseiras, gradinhas das entradas de ar do painel e capas de parafusos. Borges vai também receber um adesivo com o antigo logo da VW e seu ano de fabricação.
Tenho ideias de outras pequenas modificações, mas isso vai ficar para depois que o carro estiver aqui e com o novo interior feito.
-- xx --
Dory segue sem grandes novidades. Ela tem feito entre 18,5 e 20 km/l na cidade, o que está de bom tamanho.
Não me decidi ainda pelas malas rígidas que quero comprar. Separei, na Amazon, as Dolomiti de 36 litros da Givi, com suportes originais, mas estou monitorando o câmbio. Atualmente, elas saem bem mais em conta que no Brasil. Porém, perdem feio para as malas feitas pela Livi. Aí, fico na indecisão: trago as Givi que são mais baratas que no Brasil, ou adquiro o produto nacional, que também é de boa qualidade, e economizo 600 pilas?
Além das malas vou trazer um par de intercomunicadores. As malas internas pretendo comprar no Brasil.
É isso. Inté.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Primeiras fotos

Vamos lá. Tenho poucas informações até agora. O David é bastante ocupado e só dá notícias de vez em quando. Essas são as primeiras fotos que ele me mandou.

Carcaça da lanterna traseira direita. A lingueta onde fica o ponto de fixação do parafuso da lente quebrou. Uma nova lingueta vai ser produzida e assim vamos manter a originalidade da peça.

Já sabia que iam aparecer alguns podres escondidos debaixo de peças e acabamentos. Esse aí apareceu debaixo da lanterna traseira esquerda. Vai ser cortado e recuperado com a solda de uma plaqueta de metal, para não ter que substituir o paralamas todo.

Alguns pontos mais críticos vão sendo tratados.

Tinha massa à beça aqui e em outros pontos e todos estão sendo tratados adequadamente.

O amassado já foi endireitado e a peça vai ficando pronta para receber a nova pintura.

Muito podre e muita massa escondidos.
Esses problemas já eram esperados e não surpreendem. O carro tem 39 anos e nunca passou por uma grande reforma. Assim, segue o jogo!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Começou!

Semana passada levei o Borges para Pirapozinho. Numa tranquila viagem, que fiz em pouco mais de 14 horas, Borges fez média pouco melhor que 13 km/l. Bem verdade que não forcei, rodei a cerca de 90-95 km/h, passando dos 100 km/h em algumas ultrapassagens ou descidas. Não peguei trânsito complicado, assim foi fácil lidar com as subidonas. As 14 horas poderiam ter sido um pouco menos, mas em Rio Preto parei para trocar uma lâmpada de farol queimada e o diafragma da bomba de combustível resolveu colar. Como o dia estava muito quente, acabei perdendo uns 30/40 minutos. No fim, pus gasolina direto no carburador e ele voltou à vida. O primeiro abastecimento aconteceu em Itumbiara/GO, a 440 quilômetros de Brasília e resultou num consumo de 12,94 km/l. O segundo abastecimento foi em Santópolis do Aguapeí/SP, 477 quilômetros depois e resultou num consumo de 14,11 km/l. Assim, média de 13,52 km/l.
Em Pirapozinho, procurei o CIRETRAN local para finalmente proceder ao registro do número do motor, o que foi feito em três dias e agora poderei transferir o domicílio do Borges para Brasília.
Depois de um passeio no domingo em estradas de terra nas quais costumávamos andar de moto em outros tempos, Borges foi levado para a oficina do meu tio Gilberto.
O motor foi retirado e o carro levado para a oficina do David, martelinho de ouro, que já trabalhou em outros Fuscas na cidade. O orçamento, de R$ 5.000,00 para mão-de-obra e materiais (peças excluídas), me pareceu mais justo que os 4 mil pedidos em Brasília, uma vez que o David foi bem mais meticuloso em explicar o que faria e me pareceu bem mais seguro de si.
Já havia comprado algumas borrachas e no próximo mês farei a aquisição dos estribos com friso cromado, dos frisos das janelas das portas com a pestana e presilhas de frisos da carroceria. O David vai providenciar para-choques de ótima qualidade e a preço imbatível. O preço inclui ainda a repintura das rodas. Feito isso, Borges voltará para Brasília e aqui providenciarei a reforma do interior, com a troca de borrachas do piso, forração superior e reforma dos assentos. Pequenos detalhes como botões e saídas de ar ficarão para a fase final, assim como as lentes das lanternas.
Fui, mas voltarei.
Assim que começar a receber fotos, postarei em atualizações.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Make over

Borges vai passar por cirurgia plástica. Abandonei aquela ideia de "rat". O bichinho está comigo há 20 anos e decidi que vou reformá-lo.
Decidi levá-lo para Pirapozinho, onde vou aproveitar para tentar fazer a inclusão do número do motor nos cadastros do DETRAN. Espero que pessoalmente a coisa se resolva. Um funileiro da cidade me passou um orçamento aproximado, baseado em fotos e no relato do meu pai, de 3-4 mil Reais. Antes de bater o martelo, vou fazer algumas consultas aqui em Brasília para saber se vai valer a pena. De qualquer modo, Borges fará uma viagem para lá, em setembro. Somente lá decidirei se ele fica para o serviço ou se volta para Brasília para ser pintado aqui.
Já comecei a comprar componentes que serão substituídos, como borrachas:
Aí dentro tem jogo das borrachas das portas, borrachas do capô e da tampa do motor, pestanas, jogo de frisos, jogo de galão (aquelas borrachas que ficam entre os paralamas e a carroceria). Para o próximo mês ficaram novos pára-choques, estribos, carcaça da lanterna direita, borrachas dos vidros - que só serão adquiridas depois de examinadas, entre outras coisas menores. Lentes de piscas e lanternas só depois que o carro estiver pronto e em casa.
Vejamos algumas fotos do Borges:






Como dá para ver pelas fotos, tem vários pontos de ferrugem, que precisam ser tratados. A batida no paralama dianteiro esquerdo foi causado por este escriba, na garagem do prédio. O carro não tem problemas estruturais graves, não range, nem bate lata, tudo bastante sólido, mas tem uma coleção de pequenos problemas. Pneus são novos, freios em boa ordem, vou apenas checar óleo e o aperto da barra da direção (a caixa está em bom estado). Sistema elétrico também funcionando sem problemas. O interior vai ser feito aqui em Brasília, depois de terminada a parte mecânica e de funilaria. Borges vai se aprontar para os próximos 20 anos.

Atualização em 31/08/2017: levei o Borges ontem no seu Zé, lá do Guará, o conhecido Zé do Fusca. O diagnóstico dele se confirmou. A caixa de direção está OK, mas trocamos as borrachas do acoplamento. São duas borrachinhas (R$ 10,00/jogo) e a mão de obra foi R$ 80,00. Um ajuste aqui e um aperto ali e a direção ficou ótima.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Freios, para que os quero?

Sábado foi dia de levar o Borges para uma troca do fluido de freio. Dei-me conta de que a última vez que mexi nos freios foi há quatro anos quando foram instalados os freios a disco na dianteira. Saí cedo de casa e, ainda às 9 da manhã, fui atendido.
Exame inicial deu conta de que estava tudo bem e seria apenas o caso de troca do fluido mesmo.
Só que não.
Ao tentar sangrar o canto direito traseiro...cadê o bico de sangramento? Merda.
Por 128 dinheiros Borges recebeu um par novo, da Bosch. Pastilhas e lonas em ótimo estado. Demorou, mas o serviço foi concluído.
Quando instalei os dois pneus novos, pedi à Curinga dos Pneus que fizesse o alinhamento. Na ocasião, o técnico (??) disse que não estava dando alinhamento perfeito porque a suspensão estava com algum desalinhamento. O volante ficou tortíssimo. Na Polytotal pedi que o alinhamento fosse refeito. Estava bom, bastando apenas acertar o volante. Mas aí...nova condenação, desta vez da caixa de direção. O técnico virou o volante todo para um lado até o fim e forçou um pouco e aí...tec, como se pulasse um dente. Uma nova da TRW custa, no mínimo, 440 dinheiros. No Mercado Livre há muitas em oferta, por até 150 dinheiros, recondicionadas. Não sei se arrisco.
Enquanto preparava para o alinhamento, a descoberta de um parafuso encravado no pneu dianteiro direito adicionou mais um serviço à conta, que resultou no final em 450 temers. Mais os 440 da direção que terei que comprar, e mais o adicional para a troca...Ainda nem comecei a comprar as peças para a pintura (para-choques, estribos, borrachas) e nem tenho o orçamento para ela.
Aproveitei que o carro estava no elevador e fotografei o danado do vazamento no motor:
Acho que realmente vai ter que tirar o motor do lugar.
Bem, eu já sabia que por o Borges em ordem daria trabalho e geraria custo. Teria que passar por isso em algum momento. A hora é agora e decidi que vou zerar o bichinho, nada de "ratmobile", tudo shiny, spanking new. To be continued.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Não deu

Infelizmente, tenho que reportar que não foi possível a instalação das manoplas aquecidas na Dory. A razão é bem simples e a culpa é minha. Não atentei para o diâmetro da manopla. Comprei de empresa parceira da Amazon e não havia opções de diâmetros diferentes para compra. Deduzi que o equipamento era universal. Não era. Aceleradores eletrônicos (ride-by-wire) vem com uma submanopla que não pode em hipótese alguma ser modificada.
Quando da primeira tentativa, o Toninho achou melhor que eu consultasse o pessoal da Webbikeworld.com sobre a instalação do equipamento em motos com acelerador eletrônico. Naquela ocasião eu não tinha entendido qual era o problema. O pessoal da Webbikeworld respondeu rapidamente, após consulta ao pessoal da Koso, que não teria problemas na instalação, desde que o diâmetro fosse o correto. Não atentei para essa parte da informação porque achei que a dúvida do mecânico fosse em relação ao funcionamento do aquecedor sobre o sensor do acelerador. A Koso respondeu que não teria problema.
Ao tentar instalar pela segunda vez, o Toninho chegou a consultar a própria Triumph, que disse que a submanopla não deve em hipótese alguma ser modificada. Chegamos à conclusão que o jogo que eu adquiri serve para motos sem acelerador eletrônico. Dessa forma, o equipamento será posto à venda em breve e terei que me conformar com o equipamento original, que nem de longe é tão bacana quanto o produto da Koso. Vejam, padawans, são detalhes muito importantes na hora da compra de qualquer equipamento.
Outro equipamento que adquiri mas ainda não tinha mencionado aqui: afastadores de alforge da SCAM. Baratos e bem acabados, optei por estes até decidir pela compra de malas de alumínio, o que deve acontecer somente quando planejar alguma viagem mais longa. 
Na primeira tentativa descobri que a peça da direita estava desalinhada. Não sei se falha de fabricação ou de transporte. Tentei contato várias vezes com a SCAM - o formulário de contato do site não funciona e o email divulgado na página aparentemente também não. Acabei por contatar a empresa através da página no Facebook. Funcionou. Só que a fábrica deu uma sugestão que eu não esperava: disse para instalar a peça e, com uma parte alinhada, "forçar" a outra para que chegasse ao alinhamento. Isso me pareceu muito esquisito. Eles até disseram que em hipótese alguma eu deveria aquecer a peça. Fiz o que me indicaram e logo desisti pois percebi que eu estava danificando a junção que estava presa à moto. A solução foi uma prensa hidráulica e tudo deu certo.
A peça, como já disse, é bem feita e bem acabada. Só não é lá muito bem desenhada. Por ser apenas um afastador de alforges, o metal poderia ser de espessura menor. Para manter o alinhamento, a peça da esquerda fica bem larga:



Bem estranho. Não me decidi ainda se vou manter a peça instalada. Como a retirada dos parafusos traseiros é bem chatinha, não estou inclinado a mexer, por enquanto.