terça-feira, 11 de julho de 2017

Não deu

Infelizmente, tenho que reportar que não foi possível a instalação das manoplas aquecidas na Dory. A razão é bem simples e a culpa é minha. Não atentei para o diâmetro da manopla. Comprei de empresa parceira da Amazon e não havia opções de diâmetros diferentes para compra. Deduzi que o equipamento era universal. Não era. Aceleradores eletrônicos (ride-by-wire) vem com uma submanopla que não pode em hipótese alguma ser modificada.
Quando da primeira tentativa, o Toninho achou melhor que eu consultasse o pessoal da Webbikeworld.com sobre a instalação do equipamento em motos com acelerador eletrônico. Naquela ocasião eu não tinha entendido qual era o problema. O pessoal da Webbikeworld respondeu rapidamente, após consulta ao pessoal da Koso, que não teria problemas na instalação, desde que o diâmetro fosse o correto. Não atentei para essa parte da informação porque achei que a dúvida do mecânico fosse em relação ao funcionamento do aquecedor sobre o sensor do acelerador. A Koso respondeu que não teria problema.
Ao tentar instalar pela segunda vez, o Toninho chegou a consultar a própria Triumph, que disse que a submanopla não deve em hipótese alguma ser modificada. Chegamos à conclusão que o jogo que eu adquiri serve para motos sem acelerador eletrônico. Dessa forma, o equipamento será posto à venda em breve e terei que me conformar com o equipamento original, que nem de longe é tão bacana quanto o produto da Koso. Vejam, padawans, são detalhes muito importantes na hora da compra de qualquer equipamento.
Outro equipamento que adquiri mas ainda não tinha mencionado aqui: afastadores de alforge da SCAM. Baratos e bem acabados, optei por estes até decidir pela compra de malas de alumínio, o que deve acontecer somente quando planejar alguma viagem mais longa. 
Na primeira tentativa descobri que a peça da direita estava desalinhada. Não sei se falha de fabricação ou de transporte. Tentei contato várias vezes com a SCAM - o formulário de contato do site não funciona e o email divulgado na página aparentemente também não. Acabei por contatar a empresa através da página no Facebook. Funcionou. Só que a fábrica deu uma sugestão que eu não esperava: disse para instalar a peça e, com uma parte alinhada, "forçar" a outra para que chegasse ao alinhamento. Isso me pareceu muito esquisito. Eles até disseram que em hipótese alguma eu deveria aquecer a peça. Fiz o que me indicaram e logo desisti pois percebi que eu estava danificando a junção que estava presa à moto. A solução foi uma prensa hidráulica e tudo deu certo.
A peça, como já disse, é bem feita e bem acabada. Só não é lá muito bem desenhada. Por ser apenas um afastador de alforges, o metal poderia ser de espessura menor. Para manter o alinhamento, a peça da esquerda fica bem larga:



Bem estranho. Não me decidi ainda se vou manter a peça instalada. Como a retirada dos parafusos traseiros é bem chatinha, não estou inclinado a mexer, por enquanto.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Novos acessórios

De volta de merecidas férias e com um monte de coisas mais importantes para fazer do que atualizar o blog, eis-me atualizando o blog.
Tenho notado um certo aumento no número de visitantes por aqui e aproveito para agradecer os comentários.
Permitam-me apresentar duas novas aquisições. A primeira é para a Dory, exclusivamente. Manoplas aquecidas. Yes. A concessionária pediu extorsivos R$ 1.300,00 para instalar o acessório. Zumbizando pela internet, descobri as manoplas aquecidas da Koso, modelo Apolo. Uma vez mais, a fonte de informação foi a página da Webbikeworld. Os caras testam de tudo e testam com rigor. Nesta viagem, além das manoplas, cujo teste (em inglês), quem quiser pode ler aqui.

Como espero dê para ver, na foto acima, a fiação já vem pronta para instalação e, segundo o pessoal da WBW, muito fácil de instalar. Os fios vem encapados com material similar ao utilizado pelas fábricas, o que dá um acabamento muito bom. A unidade de controle é pequena e pode ser instalada debaixo do tanque ou do banco, sem maiores complicações. O pulo do gato da Koso é o botão de acionamento e o LED que indica o nível de aquecimento, ambos colocados na própria manopla esquerda, como se vê na foto acima. Há cinco níveis e ainda memória. Para ativá-la, basta que o piloto pressione o botão por mais de 3 segundos antes de desligar. Ao religar o aquecimento será retomado no nível em que estava. Ainda não tenho certeza se vai dar certo na Dory, pois a manopla parece ser mais grossa. Acabei não conferindo medidas antes de comprar. Custou USD 120,00, uma barganha, convenhamos. A WBW avaliou muito bem essas manoplas. No entanto, não pretendo instalá-las tão logo.
Outro acessório que adquiri foi esta belezura de compressor compacto. Igualmente avaliado pela WBW (leia aqui), o Air Shot da Dynaplug é muito compacto.
Esse estojinho contém:
o compressor
a mangueira
um calibrador

O compressor possui um bico para verificação da calibragem, sem precisar tirar a mangueira
e quatro diferentes tipos de cabo
SAE/SAE

Clips de bateria/SAE

Anéis de terminal/SAE

Plugue padrão BMW
O plugue BMW vem com um adaptador para uso em tomadas comuns, como as de carros, maiores.
O compressor tem capacidade de pressão máxima de 100PSI/6.84BAR. A corrente máxima é de 4.5AMP o que o torna utilizável inclusive em motos pequenas. No teste realizado pela WBW, um pneu traseiro de BMB GS1100 foi inflado em pouco mais de 4 minutos, sem necessidade de ligar a moto. Não houve queda significativa na carga da bateria.Tem certificação ISO 9001, CE e RoHS.
O kit é bastante compacto e cabe sob o banco da maioria das motos. 
Antes da viagem eu adquiri um afastador de alforges da marca Scam. Pretendo comprar as malas de alumínio somente quando uma viagem longa estiver planejada, portanto em passeios mais curtos, os bons Givi darão conta do recado.
Até a próxima.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Carro x moto: percepção

Eu matuto sobre esse tema há algum tempo. A cada notícia demonizando motos e seus condutores, a cada cara feia que recebo no trânsito, fico pensando de onde vem essa indisposição.
Cena: semáforo fechado. Motos e carros se embolam lá na frente. Luz verde. A moto sai (bem) na frente. Corta para dentro do carro e o motorista comenta com mau humor: "lá vai o motoqueiro maluco, esses caras só andam no pau".
Essa cena ilustra bem o que vou abordar: a percepção dos motoristas sobre o que é andar de moto. Veja, tenho moto e carro e utilizo bem mais a moto. Só de pensar em enfrentar trânsito de carro, busca por vaga para estacionar, demora para ir de A a B, me dá coceira.
Mas falando da percepção, nessa guerra entre motoristas e motociclistas não há mocinhos ou bandidos. Há bons e maus conduzindo ambos os tipos de veículo. Mas eu entendo, porque sou os dois. Mas, quem apenas se move de carro, tem outra ideia. Quando uma moto sai no semáforo, ainda que o motociclista não faça força e acelere gradativamente, ela vai arrancar mais rápido que qualquer carro. O carro, para acompanhar, deve acelerar mais do que o normal. E aí é onde a percepção do motorista entorna o caldo do mal-entendido. Para ele, a moto saiu com tudo, como sempre acontece com "esses motoqueiros". Só que, na verdade, a moto está apenas usufruindo da característica técnica de ser mais ágil, ter melhor relação peso/potência. Veja: meu carro tem motor 1.8 de 140 cv e pesa cerca de 1700 kg. A moto, de 800 cc, ou 0.8, desenvolve 95 cv e pesa pouco mais de 200 kg, em ordem de marcha. Vejamos: no carro, cada cavalo tem de carregar 12 kg. Na moto, esse valor cai para 2 kg. Então, obviamente, a moto vai ter muito mais facilidade para arrancar que o carro.
Quando estou nas ruas, de moto, me preocupo constantemente em como sou percebido no trânsito, como os outros motociclistas e motoristas me veem. Por isso nunca me aproximo de um carro em velocidade muito mais elevada que a dele, pois preciso dar a ele tempo de me ver nos retrovisores e perceber que estou me aproximando com cautela. Utilizo os piscas com antecedência e estou ciente da posição mais baixa deles. Se uso o corredor, faço-o de maneira cautelosa, como deve ser, pois a pior estratégia de marketing para nós motociclistas é o susto que alguns "companheiros" dão nos motoristas. Entenda que, com o trânsito parado, muitos motoristas deixam de prestar atenção aos retrovisores e acabam se assustando com nossa "súbita aparição". Não estou fazendo acusações nem isentando ninguém de responsabilidade, mas o convívio pacífico no trânsito tem que acontecer de alguma forma e alguém tem que ceder, não adianta ficarmos nessa picuinha eterna e na política do "se me fechar eu fecho também". Tem muito motorista por aí que, na hora da raiva, esquece que está cercado por carroceria e que o motociclista é mais vulnerável e acaba causando um acidente grave.
Não interessa se tem razão ou não, assim como não interessa se você foi fechado por alguém falando ao celular, arrancar o retrovisor dele (a) só vai causar prejuízo financeiro. Melhor fazer um exame mental rápido e concluir que não vale a pena. Se num corredor você perceber que um motorista abriu um tiquinho de espaço, não seja babaca, dê um aceno de mão ou de cabeça, agradeça. Se ele abriu porque é gentil ou porque tem medo de perder o retrovisor não é o cerne da questão. Ele abriu, pronto. Agradeça e siga seu caminho. Acredito que, com o tempo e atitudes positivas, todos lucramos. Alguém tem que começar a ser gentil no trânsito, porque não nós, que somos os mais afetados? Abraços e sigam com segurança, pois melhor do que chegar rápido, é chegar.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Dory: novos acessórios

Seis meses comigo, alguns passeios em estrada, mas nenhuma viagem mais longa prevista. A almejada viagem à Serra do Caparaó e ao Pico da Bandeira talvez fique para outra vez, pois o Borges vai, provavelmente ganhar uma pintura visando uma eventual venda. Falarei mais sobre isso em outro post.
Desde a última postagem a Dory ganhou alguns acessórios: alongadores de paralamas dianteiro e traseiro e extensor (defletor) do parabrisa e a flange para bolsa de tanque da Givi. Os primeiros são da britânica Pyramid, adquiridos da Formoto. Ao recebê-los, vi que o dianteiro necessitaria a perfuração da peça original e isso não rola numa peça que custa uma grana preta na concessionária.
O traseiro, pouco eficiente, é encaixado no suporte de placa e não deu trabalho.
O dianteiro...Estudei um pouco a peça, analisei o encaixe dela e resolvi tentar o seguinte: como a superfície do alongador que fica escondida sob o paralama é grande (quase metade da peça), decidi uar algum tipo de cola. Escolhi o epóxi líquido da Loctite. Ele vem em uma bisnaga dupla e um bico que faz a mistura dos dois componentes. Espalhei boa quantidade na peça, posicionei-a e segurei com firmeza por 5 minutos, conforme instruções do fabricante. Depois, deixei a peça descansar por 24 horas antes de recolocá-la na moto. Já tem quase um mês e ainda está firme no lugar. No próximo fim-de-semana vamos a Goiás-GO, cidade histórica e por lá encontraremos ruas de paralelepípedo e estradinhas de terra para chegar às cachoeiras. Se aguentar, aguentou. Aproveitei e dei um toque no vendedor sobre o anúncio, pois poderia levar a compras equivocadas e reclamações. No site da própria Pyramid consta uma atualização do produto, que agora é vendido com fitas dupla-face 3M de alta resistência, para evitar a perfuração da peça original.
Por fim, o defletor da Skydder, velho conhecido de muita gente e que era algo que eu já planejava adquirir. A instalação dá um pouco de medo, pois a peça não tem a curvatura da bolha original e esta tem uma borda grossa. Requer um pouco de jeito e insistência para fazer chegar no lugar. Ela se prende por dois parafusos que pressionam uma plaquinha de metal contra uma borracha e esta protege o acrílico da bolha. O ajuste da inclinação deve ser feito por um parafuso lateral, o que exige a retirada da peça acrílica. Com isso, a bolha fica um pouco mais pesada e balança mais, mas pode-se sentir o efeito imediatamente. Na cidade ando com a viseira principal aberta e a solar fechada e recebo pouco vento nos olhos. Ainda não fiz teste de estrada para sentir a turbulência em altas velocidades. Postarei uma atualização aqui em breve.
Finalmente a flange para a bolsa de tanque Tanklock, da Givi. Usei esse sistema primeiro na Branca e adorei pela praticidade, pois não tem tiras, nem imãs. A bolsa encaixa nessa flange e uma alça de segurança é passada pelo guidão. Fica firme e não soltou nem nas estradinhas de terra que encaramos no sul, na viagem de 2014. Na minha opinião, o melhor sistema de bolsas de tanque por aí. A instalação requer a troca de três parafusos, somente.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Tiger. Acessórios.

Não existe moto perfeita. Por mais que a ergonomia seja justinha, alguém sempre vai precisar de um ajuste adicional. Foi assim com a Branca. Depois de um tempo percebi que um riser (levantador ou alongador) de guidão tornaria a posição de condução mais confortável. E assim o foi.
O mercado oferece um sem número de acessórios para todos os tipos de moto. Alguns são meros adereços estéticos, outros são funcionais.
Vejamos o que instalei até agora:
 

Primeiro foi o baú. Com a base original que eu ainda tinha, bastou a aquisição dessa placa de aço (Chapam) que age como adaptador.
O protetor do motor, ignorado por muita gente porque "afeta a estética da moto", também da Chapam, protege as laterais de plástico e o próprio motor. Prezar mais a forma que o conteúdo eu deixo para o Niemeyer e seus seguidores. Peças de motos grandes são muito caras hoje em dia. Recordo o dia em que encontrei minha moto batida e descobri que o paralama dianteiro da XJ6 custava R$ 950,00. A Chapam colocou um suporte de pedaleiras que pode ser instalado em duas posições diferentes. Muito útil em viagens quando se quer dar uma esticada nas pernas sem precisar parar. Só quem já viajou de moto sabe da importância disso.
Numa conversa com o Toninho, mecânico aqui de Bsb, ele comentava que eu deveria adquirir um protetor de farol, pois já tinha visto muito farol arrebentado por pedras. Aparentemente - os engenheiros de plantão podem confirmar a teoria, ou não - quando aquecido fica mais fácil quebrar um farol desses, com lente de policarbonato. Por via das dúvidas, e ciente de que um farol desses deve custar uma baba, adquiri esse aí. A lente de acrílico de 3mm é presa por quatro pequenos parafusos a uma armação de aço com pintura eletrostática (assim como as outras peças que mencionei anteriormente), que vai presa no suporte do farol, pelas laterais. Há diferentes modelos, com fixações em outros pontos. Este tem a peculiaridade de emitir um brilho azulado pelas bordas do acrílico, numa sensação parecida com a de ter um neon. Não há o que fazer a respeito. Pelo menos o brilho é da cor da moto. O particular deste sistema é que é possível adquirir lentes reserva por cerca de R$ 50,00. Como as lentes são retas, qualquer loja que trabalhe com acrílico terá condições de cortar as peças para instalação, quando estiverem muito riscadas e precisarem de substituição.
O velho slider de balança. A XRX vem com o orifício adequado para isso. Segundo o pessoal da concessionária, oferece alguma proteção adicional em caso de queda e ainda serve para subir a moto num cavalete. Já utilizei meu cavalete na XRX, pois ele tem bases ajustáveis de borracha, que apoiei na balança sem qualquer problema. Detalhe: paguei pouco mais de R$ 50,00 no par fabricado pela Anker. Aqui em Bsb chegaram a pedir R$ 200,00 num par semelhante, de outra marca.
Finalmente, o acessório mais necessário até este ponto. O guidão já veio ajustado na posição mais próxima do piloto. Mas, como eu disse lá em cima, não existe moto perfeita e, mesmo com boa altura do solo, adequada para baixinhos, a ergonomia ainda precisava de um ajuste. Apesar da posição confortável, eu ainda estava com os braços esticados e notei que após algum tempo sobre a moto eu acabava meio curvado e com dor nas costas. Not good. A solução é o velho e bom riser. Este, também da Anker, custou pouco mais de R$ 170,00. Preço excelente. A Anker, aliás, é empresa brasileira, sediada em Caxias do Sul, RS. Uma belíssima peça em alumínio, facílima de instalar, deu um resultado tremendo. A moto está muito mais na mão agora e consigo pilotar com alguma flexão no antebraço. Bastou um pequeno ajuste nos manicotos e nos retrovisores.
Os próximos acessórios incluem um defletor para a bolha, da Skydder, suporte de malas laterais e as próprias, de alumínio, provavelmente da Givi. Mas isso é papo para outro post.
Keep on riding.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Goodbye. Hello.

E chegou o dia da despedida. Lá se vai a Branca.

Há quem estranhe o apego que temos com nossas companheiras mecânicas. Para nós, elas são mais que um amontoado de metal e plástico. Algumas nós amamos de paixão, outras odiamos com todas as forças - e juramos jamais comprar outra daquela marca - e ainda há as que passam quase sem deixar marcas. Essas histórias tem começo, meio e fim. A Juju, a Fazer 250 vermelha, marcou o importante recomeço no mundo das duas rodas depois de mais de uma década sem pilotar. Nunca perdi o interesse no assunto, li revistas e mais revistas e me mantive atualizado. Voltei com a marca de coração no que classifico como uma compra óbvia, mas pensada. Ótima moto, equilibrada, econômica. Troquei-a quando sua substituta apareceu mais moderninha.
E veio a Branca, a XJ6n 2010. Ralis, viagens, muitos passeios. A Branca nunca me deixou na mão - tirando uns pneus furados - e se mostrou igualmente econômica, ágil, equilibrada. A adaptação foi rápida e indolor. Acessórios foram adicionados à medida em que eu precisei, como na viagem para Rio das Ostras, quando ela recebeu bolsa de tanque e alforges.

Em seguida, o baú, solução odiada por muitos porque "estraga o design (oi!?) e o visual da moto". Questão de opinião.

Quem usa a moto no dia-a-dia como eu, sabe da utilidade que é ter aquela caixa ali na traseira. Branca suportou galhardamente os abusos na viagem a Gramado, na qual até um rali de 42 quilômetros nós enfrentamos.
E ela saiu dali com um retentor de bengala danificado. E só.

Houve um momento em que eu achava que a Branca era exatamente o que eu precisava e que não me via trocando mais de moto. Mas...ser humano é bicho esquisito e logo me vi desejando outra. E aí? Estica de cá, puxa de lá, bola daqui, planeja dali e ainda financia um montão - e aproveita o bônus de 2 mil - e lá estava a substituta na garagem.
Ainda sem nome, a Triumph Tiger 800 XRX Low Seat azul foi a escolhida. Sempre tive uma queda pelas aventureiras/big trails. Minha constituição desavantajada nunca me permitiu. Faltava perna. Claro, conheço muito baixinho que mexe e mexe e adapta e acaba utilizando essas motonas, mas sou muito preocupado com a praticidade porque a moto faz parte do meu cotidiano. Poder manobrá-la com facilidade é essencial. A Low Seat - assento baixo - foi pensada para gente como eu. Equipada com suspensões de menor curso e banco rebaixado (regulável em duas alturas), ela permite aos de menor estatura colocar os dois pezinhos no chão e até permite alguma alavanca nas manobras.
Com 95cv e 8kgfm, o tricilíndrico incomoda no início.

Motorcycle Porn
Com um zumbido alto, ele destoa dos tetra japoneses e esquenta um bocado. Bem equipada: controles de aceleração e tração, ABS comutável, três modos de condução, cruise control, painel completo com computador de bordo, é uma moto que agrada na cidade e vai fazer bonito na estrada. Aqui na foto já equipada com o baú, para cuja instalação utilizei a base original dele e uma chapa adaptadora, da Chapam. Para maior conforto da minha adorada garupa, coloquei o apoio no baú. Também da Chapam, o protetor de motor, que pode receber pedaleiras para as viagens. E só. Por causa do escape gigantesco não vai ser possível utilizar os alforges que já possuo. Não sem antes instalar um afastador ou um suporte de malas rígidas. Essas podem vir a ser adquiridas numa eventual viagem aos Estados Unidos. Já escolhi o modelo, mas ainda tem espaço para manobras. No momento não há alterações que eu queira fazer, apesar de considerar trocar as lâmpadas do farol pelas super brancas da Philips.




quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Caberg Sintesi

Novo capacete na área. Custando normalmente em torno de R$ 1.200,00 foi adquirido em recente promoção por R$ 499,00 e frete grátis. Não dava para deixar passar.
A Caberg é um pequeno fabricante italiano de capacetes, na cidade de Bergamo. O nome da marca vem de "Caschi di Bergamo", ou capacetes de Bergamo.
Acho que justamente por ser uma empresa pequena e por ter poucos modelos em fabricação, há um cuidado especial no desenvolvimento de seus produtos. Há uma qualidade percebida aqui que não se encontra em muitos outros capacetes.
O Sintesi foi lançado ainda em 2009 e, na época, chegou ao mercado com vários problemas, entre eles, principalmente, o peso. À época ele pesava mais de 2 quilos, o que era muito, mesmo para um capacete escamoteável. Esse tipo de capacete,é normalmente mais pesado, mas atualmente o peso razoável gira entre 1,6 e 1,8 kg. A versão atual do Sintesi pesa 1,720g, portanto dentro da média aceitável.

O Sintesi, há que se dizer, foi homologado de acordo com a norma 22.05 da CE e pela NBR 7471, no Brasil e pode ser utilizado com a queixeira aberta ou fechada. Não é o caso da maioria dos capacetes escamoteáveis, diferentemente do que pensa a maioria dos motociclistas. O Sintesi, para ser aprovado de acordo com essa norma, possui um sistema acionado por mola, que prende firmemente a queixeira no topo do capacete, quando aberto, além de possuir a viseira solar integrada, que faz as vezes de viseira principal.

O Sintesi está disponível atualmente no que se tornou a paleta de cores "padrão" para os escamoteáveis: prata, preto metálico, branco, preto fosto e cinza. A pintura na versão prata é muito bem aplicada, com pequenos mas espessos flocos metálicos misturados num bom verniz incolor que dá à superfície sensação de qualidade.

O modelo tem um encaixe confortavelmente generoso, que pode ser caracterizado como redondamente neutro, podendo ser classificado como "ligeiramente redondo". Ele deve servir na maioria dos formatos de cabeça. O tamanho XL deve servir em uma cabeça 61-62, o que está correto para esse tamanho. O casco utilizado no XL parece enorme; ele dá aos pilotos de cabeça grande o temido efeito "aquário" (ou seja, cabeça pequena em um capacete grande demais).

O lado bom é que o Sintesi tem espaço de sobra à frente e atrás da cabeça, incluindo bastante espaço na região do queixo. É fabricado apenas nos tamanhos XS a XL, mas torçamos para que haja um casco menor para os tamanhos menores ou os proprietários vão parece estar usando uma bola de praia.

O forro removível é muito confortável e o estofamento é espesso, sem extremidades rígidas aparecendo. O único lugar onde ele parece ser fino é em torno das têmporas, mas não parece desconfortável naquela área.

O tecido utilizado no forro do Sintesi é também confortável e ele tem um diferencial interessante: as laterais do forro são na cor vermelha e tem a figura de óculos com os dizeres "seating" sob ela. Isso provavelmente significa que o tecido vermelho ou aquela área foram desenhados para acomodar óculos.
A parte superior do forro tem porções de redinha na frente e atrás, mas não parece haver canal de ventilação direta através do isopor, embora existam quatro orifícios de ventilação indireta localizados de forma radial no topo do casco.

O Sintesi leva um "excelente" em conforto e encaixe.

Com uma viseira grande pode-se pensar que a visibilidade do capacete é excelente, mas o desenho anguloso do casco interfere um pouco e as laterais angulosas da queixeira servem para limitar a visão lateral, ou pelo menos limitá-la mais do que pode ser considerado a média.
A viseira possui uma travinha central para prendê-lo quando está fechada, e tem duas linguetas de cada lado, ambas características bacanas. A viseira se levanta em 5 estágios e no geral passa uma boa impressão de firmeza e rigidez: não tão firme como algumas, mas melhor que a média. O mecanismo de remoção é um pouco trabalhoso, mas aceitável. E é outra ideia nova: desta vez, pequenas setas gravadas na viseira precisam ser alinhadas com setas no botão de soltura preto.
Observe que a viseira só pode ser removida quando posicionada no penúltimo estágio, em vez totalmente levantada. Isto aparentemente evita que a viseira se desencaixe quando colocada na última posição.
Com as setas alinhadas, empurre o botão acionado por molas para cima e a viseira se solta. Recolocá-la é um pouco mais difícil, pois as pequenas linguetas moldadas na viseira tem que ser inseridas sob o botão redondo de liberação.
Por falar nelas, as linguetas requerem cuidado – há sistemas similares nos quais elas se quebram com facilidade.

A queixeira rotativa tem acionamento suave e utiliza ganchos de metal para prendê-la no lugar. O botão de soltura central tem uma espécie de rebaixo onde se encaixa o polegar, e uma vez que a viseira esteja completamente levantada, ela se trava no lugar num encaixe, quando atinge a posição aberta.
Para abaixar a queixeira, ela deve ser primeiramente puxada para fora contra a tensão da mola, e então pode ser abaixada. Quando tirei o capacete da caixa e o abri, não consegui fechá-lo de novo. Achei que estivesse quebrado até que descobri que ela precisa ser puxada antes. Li o Manual e está descrito lá o modo correto de fazê-lo.

Um bônus é que a viseira solar interna tem cobertura maior e melhor que modelos similares, porque é projetada para servir também como viseira externa, quando o capacete estiver sendo usado com a viseira/queixeira levantada.

A viseira interna é acionada por um botão deslizante grande localizado na parte de trás do capacete, o que é meio estranho no início, mas funciona bem. A viseira pode ser posicionada em qualquer altura, em vez do acionamento normal aberta/fechada com molas, mais comuns.

Observe que quando a viseira solar está abaixada, a queixeira abaixada e travada e a viseira fechada, o fluxo de ar pela ventilação frontal é bloqueado em cerca de 50%, com metade do ar entrado pela frente da viseira solar. Há uma diferença notável na capacidade de ventilação quando a viseira solar está abaixada, o que é um bocado curioso. Ambas as viseiras tem qualidades ópticas excelentes.

O capacete possui ainda uma bavete grande, de borracha, que faz um ótimo trabalho em bloquear um pouco o vento pela parte inferior do capacete, mas por ser grande pode incomodar alguns pilotos.

O nível de ruído não é dos piores, mas não deixa de incomodar um pouco, principalmente na área inferior próximo às orelhas. Há relatos de usuários que acham que o problema é mais intenso do lado esquerdo, resolvido com o preenchimento do espaço vazio reservado ao intercomunicador. Testei o capacete em velocidades até 100 km/h e há muito ruído de vento - minha moto é uma naked - mas ele me pareceu razoavelmente silencioso. Na estrada usarei protetores auriculares, de qualquer forma, como sempre faço.

Observe que os níveis de ruído percebidos variam, dependendo de cada um. O ruído pode ser causado por muitos fatores, incluindo o encaixe do capacete; o tipo de motocicleta e de bolha; velocidade e direção do vento e até mesmo o tipo de vestimenta que estiver sendo usada.

O Sintesi é projetado para receber o sistema de intercomunicação por Bluetooth "Just Speak" da Caberg. A queixeira possui um recesso moldado para o microfone e o isopor na parte inferior dos compartimentos das orelhas também são moldados para os alto-falantes.
O capacete possui uma tampa removível do lado esquerdo, onde se encaixa o módulo Bluetooth. Esta não é simplesmente uma tampinha de encaixe; é presa no lugar por um mecanismo deslizante com mola, localizado no lado esquerdo da área da bochecha do casco, for a da vista quando a queixeira está fechada.
Ela se encaixa firmemente e é indicativo da qualidade geral do capacete.
Este é um detalhe bacana e demonstra o cuidado tomado no projeto. Dentro do espaço sob a tampinha há um fio com conector. Aparentemente o capacete já tem preparação para receber os alto-falantes e o microfone.
Em síntese (Sintesi, get it?) um capacete confortável, bem construído e atualmente por um preço imbatível.