segunda-feira, 1 de junho de 2015

Hel Performance

Freios. A gente só se lembra deles quando falham. Existe uma recomendação não escrita que diz que flexíveis de freio devem ser substituídos a cada 4 anos, mesmo que nada esteja errado com eles. Mangueiras de borracha, encontradas na maioria das motos e carros vendidos no Brasil, expandem com mais facilidade no uso e isso acelera o desgaste dessas peças. Modelos mais avançados já vem de fábrica com flexíveis revestidos com malha de aço, também chamados de aeroquip. Esses, além de mais resistentes, melhoram o desempenho dos freios por expandirem menos.
Assim que a Branca chegou aos 4 anos de idade. Freios Yamaha, pelo menos em alguns modelos vendidos no Brasil, tendem a ser borrachudos. A Fazer 250 era assim, e a XJ6 não fica muito atrás. Resolvi, depois de descobrir que a importadora Danidrea passou a representar a marca Hel Performance no Brasil, trocar os flexíveis. A encomenda será feita esta semana e serão trocadas todas as mangueiras, dianteiras e traseiras. Aguarde a atualização deste post quando isso acontecer, juntamente com o teste.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Pequenos serviços, grandes benefícios

Borges, que está precisando de uma boa revisão, passou por troca de óleo e de filtro de gasolina no último fim-de-semana.
Estou quase tomando a decisão de não pintá-lo, mas seguir a tradição "rat", na qual mecânica e estrutura do carro são de primeira ordem, mas nada de pintura nova. Vou mandar corrigir alguns pontos de ferrugem e a batida no paralama dianteiro esquerdo e deixar tudo no primer. Ao mesmo tempo trocar borrachas e reformar o interior. É uma opção mais barata, mas não menos bacana. Afinal, a pintura do Borges ainda é original, apesar de estar feinha.
Branca.
Graças a um descuido meu na manutenção, quase fundo o motor por falta de fluido de arrefecimento. Aviso: nas revisões as concessionárias só checam o nível de fluido, então atenção. Cheguei à casa de um amigo certa noite e ouvimos o barulho de fluido fervendo. No dia seguinte fui à concessionária e o que fora fluido um dia, era uma borra marrom horrorosa. Para meu prejuízo, a tampa do radiador - que não é uma simples tampa de radiador - estava estragada e teve que ser trocada. Lado bom: tinha em estoque (!!). Lado ruim: custa R$ 300,00. Isso mesmo. A XJ está se revelando uma moto cara de manter, se for precisar trocar peças. Acho que já comentei que a borrachinha do pedal de câmbio custa absurdos R$ 50,00. Resolvi não trocá-la. Usei um protetor de sapatos desses de lona, com um pedaço de PVC expandido dentro. Amarrei com dois "engasga-gatos" e voi là. Não preciso mais da borrachinha. Na última segunda foi a vez do retentor da bengala direita, que não tinha sido trocado em Bento Gonçalves, na viagem que fizemos em agosto, pois a concessionária só tinha uma unidade. Como a recomendação é de trocar as duas, o serviço foi feito agora. Aproveitei para trocar o pinhão Vaz pelo original, com redutor de ruídos. O pinhão custou R$ 173,00 na Lucari Motos de Presidente Prudente. O retentor custou R$ 70,00 na Kishi Motos que cobrou só R$ 50,00 pela mão-de-obra para trocar o retentor e o pinhão, mais R$ 22,00 de óleo de bengala. Serviço rápido e bem-feito.
A Branca agora só precisa de retoques de pintura aqui e ali. Como não é urgente, esse serviço vai ficar mais para a frente.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Ouvidos: proteger para preservar

O cara é super cuidadoso quando o assunto é a condução de sua motocicleta. Capacete de boa qualidade e sempre em ordem, com viseira sem riscos e cinta sem danos. Jaqueta apropriada, com proteções nos ombros, cotovelos e lombar. Luvas e botas. Tudo certo. Moto com a manutenção em dia. Qualquer um poderá concordar que nada mais falta para que esse motociclista saia em segurança para as ruas ou estradas, certo? Não totalmente.
No Brasil, uma questão ainda segue sendo amplamente desconsiderada pela comunidade motociclística e não se vê qualquer ação a respeito: a proteção auricular. Em alguns países, o uso de protetores por motociclistas é recomendado até mesmo para deslocamentos urbanos, principalmente se no trajeto o motociclista passar de 60 km/h. Sabemos que muitas motos possuem bolhas e parabrisas bastante protetores, mas mesmo esses deixam alguma turbulência atingir o capacete. Por aqui o protetor é ignorado solenemente até mesmo por motociclistas que pegam estrada com frequência.
Veja, uma conversa normal pode atingir até 60 decibeis. Um tiro a curta distância pode bater nos 140 decibeis e causar danos permanentes instantaneamente. Deve-se evitar a exposição prolongada, entre 75 e 80 decibeis, para evitar danos. Veja a tabela:
Nunca é demais relembrar que a audição, uma vez perdida, está perdida.
O ruído na condução normal de uma motocicleta gira em torno de 115 decibeis, suficiente para causar comprometimento auditivo. Em marcha lenta uma moto produz cerca de 80db. O assunto, portanto, é de suma importância.
Como evitar danos? Primeiro, muito cuidado na escolha do capacete. Diferentes modelos de capacete produzem diferentes níveis de ruído. Segundo e o mais importante: use protetores auriculares. Esses protetores devem ser do tipo descartável, como os usados por pilotos profissionais, e deve ter capacidade de redução de cerca de 30db, para um mínimo de eficiência.

O modelo mais conhecido e o mais utilizado é feito de uma espuma macia e é mais prático que o tipo feito com silicone, muito mais utilizado por nadadores. Algumas pessoas preferem os de silicone que, por serem moldáveis, ficam mais confortáveis, principalmente para aqueles cuja "anatomia de orelha" é peculiar.
Cabe lembrar também que esse tipo de protetor é muito útil inclusive em viagens de avião. Pode ser necessário um período de adaptação a eles, mas os benefícios são muito mais amplos do que o desconforto. 

A utilização de fones não isenta o motociclista do uso de protetores. Fones não só não bloqueiam o ruído, como adicionam mais, se utilizados para ouvir música, o que convenhamos não é recomendável - e até proibido - quando se conduz uma motocicleta.
A colocação desses protetores é simples. Primeiro tenha o cuidado de manusear os protetores com as mãos limpas. Se o protetor for do tipo rolável, de uso único, role-o entre os dedos até que ele se alongue e diminua de espessura. Com uma mão por trás da cabeça, puxe a orelha para trás e insira o protetor no canal auditivo, girando-o, sem introduzi-lo demasiadamente. Alguns pilotos usam saliva para facilitar a colocação. Para retirá-lo, basta puxar a orelha e retirá-lo girando.
Apesar da recomendação de uso único, algumas pessoas reutilizam esses protetores. Tenha o cuidado de lavá-lo com água quente e deixá-lo secar. Não é o ideal, pois impurezas podem ficar presas ao material, mas se o motociclista não tiver pares de protetores suficientes para a viagem, a lavagem diária pode ajudar. Não utilize álcool, que estraga esse tipo de material, podendo causar esfarelamento.
O desconforto inicial será amplamente recompensado pela ausência de zumbido ao fim da viagem.
Seja esperto, proteja sua audição.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Borges vai bem, obrigado.
Ainda não tive disposição de ir atrás de funilaria para por a carroceria em ordem.
Andei brincando com a ideia de fazer algumas poucas coisas por dentro, como ajeitar os bancos. O banco do motora continua precisando de solda, e hoje notei que o encosto está meio torto. Talvez fosse a hora de ver se dá para substituí-los (os dianteiros) pelos do Gol. Aproveitaria para trocar os revestimentos. Não quero que o assento seja mais baixo do que está hoje, para não atrapalhar a condução.
Fui fazendo também uma lista do que eu poderia ir adquirindo aos poucos para substituir. Os vidros dianteiros estão bons, mas as canaletas e borrachas já deram o que tinham que dar, estão se desfazendo e no processo começando a deixar a entrar água. Os quebra-ventos também pedem novas guarnições. Surpreendentemente já faz algum tempo que a parte elétrica não dá chabu. Talvez vá ser necessário substituir as escovas do alternador, que mostra algumas inconstâncias, mas sem problemas na recarga da bateria. O Borges anda pegando de primeira, sempre.
Pequenas coisas aqui e ali também me incomodam:  a saída de ar no painel está estragada (não que faça muita diferença), mas é só estética. Não devo mexer no interior em revestimentos e forrações - exceto talvez os assentos - antes de fazer a pintura. Frisos novos, estribos, parachoques, caixa do porta-luvas - que tentarei acarpetar, antena, novos gatilhos/alojamentos das maçanetas internas, etc.
Mecanicamente, o Borges está sólido. Tenho até receio de como vai ficar quando for desmontado para a pintura. Vou instalar no ano que vem o servo-freio - da PowerStop - e verificar de onde vem o chiado dos discos em baixa velocidade.
Assim que as chuvas derem uma trégua, revisão com regulagem do motor, verificação de velas, cabos de embreagem e acelerados - ambos super-macios, engraxamento do eixo e troca de dois pneus.
Fora isso tudo, o bom e bravo Borges segue impávido.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Nome aos bois

Nomear uma empresa é coisa séria. Cria-se uma marca que, esperam os fundadores, fique gravada no consciente do consumidor.
No mundo motociclístico observamos que marcas americanas e japonesas tendem a não fazer o uso de siglas, como Indian, Harley-Davidson, Honda, Yamaha, Kawasaki e por aí vai. Normalmente são os nomes dos fundadores.
Na Europa a coisa fica um pouco diferente. AJS, KTM, Caberg, BMW, etc.
Sigla ou nome, é interessante descobrir o que significam os nomes das empresas, não? Pois bem, vamos fuçar:

AJS - fundada no início do século XX pelos irmãos Stevens, Harry, Jack, Goerge e Joe. AJS são as iniciais do nome de Jack (o único com nome do meio), Albert John (Jack) Stevens.

KTM - a hoje lendária marca de produtos fora-de-estrada, que hoje fabrica até carros, foi fundada por Ernst Kronreif e Hans Trukempolz, da cidade de Mattinghofen, na Áustria.

BMW - Bayerische Motoren Werke, ou Fábrica de Motores da Bavária.

CABERG - a fábrica de capacetes italiana com nome que parece sueco. Na realidade significa Caschi di Bergamo, ou Capacetes de Bergamo, cidade italiana onde fica a sede da empresa.

GIVI - a também italiana fabricante de bagagens e acessórios para motocicletas tem seu nome derivado das iniciais de seu fundador, GIuseppe VIsenzi.

HARLEY-DAVIDSON - fácil essa, não? Sobrenomes dos fundadores da empresa, no início do século XX: William S. Harley e Arthur Davidson.

HONDA - Soichiro Honda era um fanático por motores e engenhocas motorizadas. No Japão do pós-guerra vislumbrou a possibilidade de fazer alguma grana fabricando pequenos motores que podiam ser instalados em bicicletas. Única das quatro grandes marcas japonesas de motocicletas a ter realmente começado com motores.

YAMAHA - O nome deriva do sobrenome de Torakusu Yamaha, fundador da empresa que fabricava instrumentos musicais, conhecida como Nippon Gakki Company, em Hamamatsu. A empresa entrou na área de motores no pós-guerra, mas seu fundador já havia morrido. Por essa razão, a origem como fábrica de instrumentos musicais, a logomarca da empresa é composta de três diapasões cruzados. No meio, a Yamaha é conhecida como a marca dos três diapasões.

SUZUKI - fundada por Michio Suzuki, em Hamamatsu, no início do século XX, fabricava teares.

KAWASAKI - grande empresa fundada ainda no século XIX, atua nas áreas de siderurgia, estaleiros e indústria pesada. Viu a oportunidade de abrir seu leque de atuação e foi a última das quatro grandes a entrar na seara motociclística. O nome vem do fundador, Shozo Kawasaki.

BSA - o nome vem de British Small Arms Company Limited. A primeira motocicleta foi fabricada em 1909. A empresa passou por diversas transformações, fabricando peças para bicicletas, pequenos motores até chegar às motos.

HUSQVARNA - nasceu no século XVII, na Suécia, como fabricante de canos de mosquete como "Jönköping Rifle Factory. A primeira fábrica ficava nas cachoeiras de Huskvarna, grafia antiga da palavra. Nesse local ainda hoje fica a fábrica da atual Husqvarna. As primeira motocicletas da marca datam de 1903.

BREMBO - fundada em 1961 pelos italianos Italo Breda e Emilio Bombassei como Officine Mecchaniche di Sombreno.  A empresa é hoje líder no mercado de freios.

DUCATI - até parece uma sigla, mas é tão somente o sobrenome dos três irmãos fundadores da empresa com sede em Borgo Panigale, Itália: Bruno, Adriano e Marcello.

MV AGUSTA - Agusta é o sobrenome do fundador, o conde Giovanni Agusta. MV vem de Mecchanica Verghera.


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Yamaha: 40 anos de Brasil

Virei Yamahista quase por default. O primeiro veículo de duas rodas em casa foi uma Garelli Katia.
A única diferença é que a nossa tinha assento integral.
A primeira moto propriamente dita, e que ficou na família um tempão, foi esta:
Yamaha RX80E Carona. A Carona nada mais era do que a RX 80 normal, empobrecida, para baratear. O que era cromado passou a ser pintado, o pedal de partida longo foi substituído por esse que dobra na parte superior - e machucava o tornozelo que era uma beleza -, teve a quinta marcha suprimida sem o reescalonamento da quarta, tinha pneus mais estreitos e não vinha com o retrovisor direito. O resto era basicamente o mesmo da RX80.
Meu saudoso amigo Jean tinha uma dessa aí, branca, cheia de acessórios bacanas. De oitentinha não tinha muita coisa, o motor era de 73cc, assim como a substituída RD75:
Eram motinhos honestas e muito divertidas, além de incrivelmente econômicas. A RD75, por sua vez, complementou a linha da Yamaha que à época contava com a primeira moto produzida no Brasil, a clássica RD 50:
Acima disso vieram, primeiro, a RS125
substituída depois pela RX125:
Essa moto deu pau em muita CG por aí. Nos anos 80 era comum a rapaziada dar uma "tunada" nesses foguetinhos, com rodas de liga e/ou paralama traseiro da TT 125. Ela teve ainda a versão a álcool, que, como a CG a álcool, não durou muito:
Usando a mesma base, e de olho no crescente mercado fora-de-estrada veio a TT 125:
Apesar de não ser uma "especialista", não dava chabu e aguentava bem o tranco.
Fora de estrada mesmo era esta:

A DT ganhou muitos campeonatos e enduros Brasil afora e durou até início dos anos 90, quando era fabricada com motor de 200cc refrigerado a água. 
Na categoria 180 a Yamaha tinha ainda a RX180:
Vinha em duas versões, a Custom (foto), com freio dianteiro a disco e a Avant, com freio a tambor. Tirei minha habilitação numa dessas. Subestimada, era um foguetinho também, muito gostosa de pilotar.
No começo dos anos 80 a Yamaha dá uma chacoalhada no mercado lançado a (ainda) moderna RD-z, de 125cc:
Um bocado mais moderna, dividia a parte de baixo do motor com a DT 180. Tinha um barulho gostoso, mas muita gente trocava o escape original pelos Sarachú. Durou até os anos 90, quando teve uma irmã, a RD125 que substituiu a RX. Depois ambas passaram a ter 135cc.
Não dá para deixar de lado outro ícone fabricado no Brasil, a RD 350LC.
Herdeira legítima da lendária Viúva Negra, ambas canhões em duas rodas, a diferença é que a mais moderna acelerava muito, mas também conseguia parar.
A Viúva Negra fez sua fama no Brasil no início dos anos 70 quando ainda era importada e era a única moto que fazia frente às 7 Galo, apelido dado às Honda CB 750:
Essa moto fez muitas vítimas porque era leve, acelerava muito, mas parava pouco. O modelo da foto já tinha freio a disco, mas as primeiras só contavam com o freio a tambor.
E aqui algumas curiosidades. Alguns modelos clássicos mas menos conhecidos do público brasileiro:
Essa é a XJ 900 Seca, uma das últimas dessa família, que começou com os modelos de 650cc. Nunca foi trazida ao Brasil, mas repare no modelo das rodas, muito semelhante ao da RD 350 LC ali em cima. Ambas era fabricadas na mesma época.
Em meados dos anos 80 a Yamaha se saiu com a revolucionária FZ 750, cujo motor tinha os cilindros inclinados a 45º e com 5 válvulas por cilindro.
Por causa da posição do bloco de cilindros os corpos de injeção tinham um fluxo quase vertical.
Esse motor inspirou um outro modelo, nunca trazido para o Brasil, mas cujo nome existe até hoje entre nós: Fazer.
Seu nome oficial era FZS 700 e era um misto de FZ com V-Max:
E é isso, uma pequena homenagem minha aos 40 anos da Yamaha Motor do Brasil.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Barulhinho nada bom

Se você é como eu e se irrita com qualquer barulhinho onde não deveria ter nenhum, continue a ler.
Estou no terceiro baú desde que voltei a andar de moto. Com a Fazer, logo na compra, instalei um Shad de 33 litros que era mais caro até que o Givi. O desgraçado era barulhento, principalmente quando vazio. Nunca tentei descobrir qual era a origem do problema, mas me irritava profundamente. Até o dia em que finalmente perdi a paciência e me desfiz do danado. Na época, meu cunhado ficou com o baú e não sei que fim levou. Comprei, então, um Givi, de 35 litros, muito bonito e voi là, nada de barulho.
Veio a XJ6 e levei algum tempo - quase 3 anos - para colocar um baú. Em 2011 comprei a ferragem que, no entanto, só me foi entregue em 2012. Ainda assim só fui comprar o baú em 2013, quando a Givi lançou uma nova linha no Brasil. Ele requer o uso de uma base específica, pois é do tipo monolock. Foi tudo muito bem até que começou a fazer barulho. É difícil, de início, detectar de onde vem tanto barulho numa caixa de plástico, apoiada numa base de plástico sobre quatro basesinhas de borracha dura. Comecei verificando o fechamento da tampa. O problema não é ali.
Depois coloquei pequenas faixas de camurça, de cerca de 3mm de espessura.
Melhorou um pouco, mas ainda fazia barulho. Depois tentei "encher" as duas linguetas de encaixe do baú na base. Não era ali também. Num dia, já muito sem paciência para o efeito "caixa de pregos", tirei o baú e me pus a examinar suas partes móveis. Uma das fontes de ruído vem da lingueta que efetivamente trava o baú no lugar e é conectada a um dos botões.
Essa lingueta de metal tem um espaço na carcaça, de plástico, que é folgado. Assim, ela tem um jogo que faz com que o baú, mesmo travado, balance. Só com o peso próximo do máximo é que o barulho não ocorre.
O que fiz, então, foi calçar as laterais da tal lingueta de maneira que ela ainda deslizasse mas que evitasse o excesso de jogo, o que resolveu o problema. Ponto para mim.
Só quem num belo dia, um dos pinos da base, chamados pela fábrica de "gominis" simplesmente caiu. Daí o baú voltou a fazer muito barulho pois fica apoiado em três pontos e o quarto fica em falso.
Numa busca na internet, encontrei os tais "gominis", mas anunciados sob marca diferente.
Decidi comprá-los pois seu formato era muito semelhante aos originais. Ao recebê-los descobri, para minha surpresa, que os tais "gominis" eram mesmo da Givi, originais.
Excelente, pois já estava começando a bolar uma forma de criar um pino usando parafusos e pedaços de pvc expandido, material esse que eu já vinha utilizando para dar algum apoio ao baú. Apesar de ter reduzido o barulho em sua quase totalidade, ainda tem um residual ali que é quase impossível de ser eliminado.
Mas farei um teste colocando pequenas peças de pvc expandido próximas aos pinos de apoio, a fim de criar uma certa tensão quando o baú estiver travado, eliminando dessa forma todo e qualquer ruído, mesmo com o baú vazio.

xx--xx

Instalei hoje um protetor de sapatos, na alavanca do câmbio. É feito para alavancas retas, e a da XJ é curva, por isso a instalação ficou meio "marrom". A peça, de plástico, tem uma placa de borracha que, supostamente, protege o sapato. Farei um teste amanhã com meu sapato novo.