quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Baú no uso e maçaneta nova

Duas semanas.  Baú de volta e ainda estranho aquela presença enorme ali no retrovisor. Mas sua praticidade é indiscutível. Faz um pouco de barulho, um pouco mais do que eu gostaria que fizesse, mas vazio é assim mesmo. Passei um pouco de raiva com a luzinha que tentei instalei, mas acabei por descobrir que eu havia metido a pata na instalação. No baú ficam a calça impermeável, o forro também impermeável da jaqueta, a trava de disco, a capa de banco, uma aranha e um par de luvas. E sempre posso deixar o capacete nele quando par em algum lugar. Se bem que com os artigos de chuva no lugar o espaço para dois capacetes fica comprometido. O tamanho do bicho causa estranheza ainda mas sou do partido função sobre forma, então está legal.
Luzinha da Osram com 3 LEDs. Funciona com pilhas AAA. Presa ao baú com velcro adesivo.

O baú com a luz interna acesa.
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Depois de um longo tempo sem poder abrir a porta do passageiro por fora, problema resolvido. Comprei na Jocar uma maçaneta nova, por R$ 34,00. Eu só precisava do cilindro - miolo, tambor, como queira - mas é praticamente impossível encontrar a peça sozinha, sem a maçaneta. Há uns dois anos troquei o miolo do contato e, para não ter que carregar um monte de chaves, o que eu detesto, troquei o segredo das portas para usar uma única chave. O problema foi que o miolo da maçaneta direita estava ruim e, mesmo com a troca de segredo, não funcionou mais. Levei as maçanetas ontem para o chaveiro para que ele fizesse a nova troca de segredo e do cilindro, mas havia um pequeno porém. A chave não entra no cilindro novo, o que torna impossível trocar seu segredo. Eu teria que carregar mais uma chave, só para a porta do passageiro. Grrrrrr. Eu odeio molho de chaves cheio. Não curti. Ao voltar para casa, me toquei que o cilindro não tinha sido trocado. A maçaneta nova é de péssima qualidade e decidi usar o cilindro novo na maçaneta original. Resolvi colher uma segunda opinião e procurei o chaveiro que fizera o serviço dois anos atrás. A chave realmente não entra no cilindro, mas o chaveiro bateu o olho em outra chave no molho e disse que aquela serviria. A chave em questão é da tampa do motor, cuja tranca foi trocada também há dois anos. E não é que deu certo? Feita a instalação, fiquei satisfeito, pois agora volto a poder abrir a porta por fora e ainda com o bônus de não ter que carregar chave extra.
O adesivo azul indica o miolo novo.
Completei a organização do porta-malas com uma bolsa de ferramentas também adquirida na Jocar, por R$ 24,00, na qual guardei um estojo de ferramentas, um alicate, luvas de mecânico e lâmpada de serviço. Minha mãe já tinha feito duas bolsas, uma para as chaves de roda e outra para  o triângulo. Agora está tudo nos seus lugares.
O produto que eu vinha usando para cristalizar os vidros tem funcionado muito bem. É de fácil aplicação e mesmo após a lavagem ainda funcionava bem, o que indica que não precisa ser reaplicado com muita frequência.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Ranzinza no trânsito

Os jornais e telejornais do nosso Brasil varonil mostram, todo santo dia, imagens, notícias, gráficos, estatísticas e depoimentos sobre a violência do trânsito no país. Sobre a violência, sobre a desorganização e sobre como é fácil burlar leis já que a fiscalização é inexistente, no melhor dos casos. Nesse emaranhado, motos e motociclistas, vítimas em grande número, aparecem quase sempre como vilões. Nunca vi uma matéria que mostrasse a moto como uma solução viável. Jornalistas não especializados não perdem tempo em por a moto como veículo assassino, como causadora de problemas, etc. Recentemente, o Correio Braziliense, maior jornal do DF, trouxe uma série de reportagens sobre motocicletas. Em uma delas, usou dados de uma excelente pesquisa feita pelo Hospital das Clínicas de São Paulo, devidamente editados, e torceu o resultado para mostrar as motos como culpadas por quase a metade dos acidentes/vítimas do trânsito. Só tem um porém, essa pesquisa indicou que motoristas e seus veículos são culpados pela outra quase metade dos acidentes/vítimas. E outra grande parcela da culpa coube às vias. Bem, verdade seja dita, há bons e maus motociclistas, assim como há bons e maus motoristas.
A falta de gentileza e de respeito mínimo às regras de trânsito, no entanto, atrapalham muito mais que qualquer outra coisa. A cabecinha de certas pessoas mereceria ser esmagada, tal a incapacidade de analisar as situações do dia-a-dia e tomar as decisões corretas. Aqui em Brasília, por exemplo, nas grandes avenidas, a praxe agora é "ultrapasse por onde der". Ninguém se dá ao trabalho de pedir passagem quando o veículo da frente está ali, onde não deveria, na pista da esquerda. Esse sujeito -  e eu tive uma experiência dessas - acha que, porque ele trafega na velocidade máxima indicada por aquela via, ele não tem que dar passagem para ninguém. Força, assim, com sua ignorância, os outros motoristas a cometerem infrações, ultrapassando-o pela direita. Os que fazer isso ajudam a perpetuar o mau hábito e o ciclo vicioso começa. O que aconteceu comigo foi que, ao pedir passagem para um sujeito que trafegava a 80 km/h pela pista da esquerda com as duas pistas à direita livres, tive que desviar abruptamente porque o energúmeno simplesmente freou, irritado com meu pedido de passagem. Aliás, o simples ato de ligar o pisca indicando que vai virar à esquerda daria condições para a ultrapassagem pela direita de maneira legal, mas isso é outra coisa difícil de acontecer.
Falei lá em cima sobre a vilanização das motos no Brasil. Nós queremos ser de primeiro mundo, adoramos quando somos reconhecidos por qualquer coisa, mas em outros aspectos estamos em outro século e em outro planeta. Moto no Brasil é problema. Só para dar um exemplo de como as coisas devem ser feitas: no começo deste ano foram criadas 18.000 vagas de estacionamento para veículos de duas rodas em...Paris. E querem saber como eles conseguiram fazer isso? Eliminando 4.500 vagas para carros. A mensagem é clara: quer usar seu carro? Vai se virar para estacionar. Um carro ocupa o espaço de 4 motos, no trânsito. Estacionadas são cerca de seis. Estou falando de motos pequenas, scooters e afins, veículos de uso essencialmente urbano. Enquanto transporte individual, as vantagens são óbvias, sem falar na diminuição da poluição. Mas para que isso aconteça há que se mudar a maneira de tratar do assunto. Não é a obrigatoriedade do uso de um colete com air-bag que vai salvar vidas. Não senhor. Mesmo porque não há um único fabricante desse equipamento no Brasil, e que custa mais de R$ 1 mil. Tornar o colete obrigatório seria algo inédito no mundo. E isso não é positivo. O mais absurdo seria tornar obrigatório sem considerar antes que jaqueta, luvas e botas ainda não tem sua obrigatoriedade regulamentadas. Quer dizer então que eu coloco meu capacete, meu colete com air-bag (que vai disparar a cada tombo besta, custando cerca de R$ 160,00 por cada cânister de gás que terá de ser reposto) e beleza? Posso ir de camiseta e chinelo? Ou tênis? Shorts ou bermudas são suficientes, então? Perceberam o alcance da imbecilidade?
Ouvi recentemente uma entrevista, no rádio, com um especialista de um órgão de segurança viária, não me lembro qual. O assunto era o número de vítimas, sobretudo crianças, em acidentes de moto no nordeste. A explicação é que a moto substituiu o jegue nessas áreas e as famílias, assim, se aboletam todas nas motos e lá se vão. Sem capacete, sem equipamentos de segurança e em mais de dois passageiros por veículos. A solução brilhante, segundo o entrevistado, seria obrigar as fábricas a fabricarem motos para apenas um ocupante. Veja o absurdo dessa ideia. Vamos punir todo mundo que usa moto, porque a gente (governo) não sabe o que fazer. Que tal fiscalizar? Que tal multar? Aliás, que tal modificar totalmente a forma como a habilitação é concedida? Que tal responsabilizar a concessionária por entregar o veículo a uma pessoa não habilitada? Que tal parar de frescura e coibir as barbaridades que acontecem no trânsito todo santo dia? Não, é mais fácil restringir o uso. Essa solução, igualmente inédita no mundo, seria a coisa mais absurda já pensada. Ora, se as pessoas não respeitam o fato de a moto só comportar dois, porque diabos elas respeitariam a limitação de um ocupante? É no mínimo ingênuo pensar dessa forma. É a continuação das histórias que a gente ouve todo dia, de vereadores, deputados, senadores, pensando em leis envolvendo motocicletas sem ouvir as partes mais interessadas ou os especialistas da área.  Há não muito tempo, em São Paulo, um imbecil qualquer lá queria restringir o tráfego de motos com duas pessoas, em horários comerciais, pois segundo o perolista, é nesses horários que os assaltos mais acontecem. Hã? Bandido nunca usou carro para cometer crimes, né? Então, se eu quero usar a moto e aproveitar e levar minha esposa ao trabalho, porque de carro não dá e porque o transporte público, responsabilidade dos governantes, é de péssima qualidade, não posso, porque quem usa a moto assim é bandido? Fantástico.
O que mais irrita quando vejo iniciativas desse tipo é parar no semáforo e ver que 90% dos carros à minha volta estão levando apenas uma pessoa. E eu, motociclista, é que sou o vilão?
Querem diminuir as vítimas no trânsito? Desonerem o setor de equipamentos para que o preço caia e mais pessoas tenham acesso a equipamentos de boa qualidade. Tornem o uso de jaqueta, luvas e botas obrigatório. Modifiquem a forma como a habilitação é obtida. Aliás, que tal reformular o sistema de habilitação como um todo? Primeira habilitação? Motos até 20cv por pelo menos dois anos. Novo exame e, caso aprovado, motos até 50cv por mais dois anos. Novo exame e aí sim, caso não tenha havido nenhuma ocorrência grave nesse tempo todo, liberação da potência. Não adianta limitar por cilindrada.
Educação de trânsito, fiscalização séria, conscientização, punição: 4 pilares da melhora do trânsito no Brasil.



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Porta-malas

Primeira foto da Branca com o baú Givi Blade B-47.
Desse ângulo ele parece gigantesco. Bem, é um bocado espaçoso e faz algum barulho. Nada que dê para resolver e nada que incomode demais, também.
Só de poder deixar o capacete e, dependendo do lugar, jaqueta e luvar, já é um grande alívio. Na tampa, por dentro, coloquei uma lanternazinha de 3 leds, da Osram, para poder mexer no baú à noite e em locais pouco iluminados. A trava de disco também fica nele, presa com dois velcros.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Baú na Branca

Sim, vou instalar um bauleto na Branca. Tenho as ferragens há quase dois anos, mas só agora decidi mesmo instalar o baú. Basicamente porque tenho deixado de fazer muitas coisas de moto simplesmente por não ter o baú, que facilita muito a vida. Quem tem, sabe a falta que faz. Alguns vão dizer que baú estraga a traseira da moto e tal. Até pode ser, mas acho que o fator utilidade pesa mais que o fator estético. De qualquer forma, este ano a Givi ouviu minhas preces e lançou dois modelos que não destoam da minha bela Branca. Ei-los aqui:
Givi B47
E
Givi V47
Ambos tem várias opções de acabamento, podendo receber apoio acolchoado para as costas, break light em leds, bolsa interna, entre outros. O modelo que escolhi - mas ainda não adquiri - foi o B47 da foto acima. Esta semana devo instalar a base monolock, adquirida em loja de São Carlos.
O baú, que eu poderia ter comprado nos Estados Unidos, será adquirido no Brasil mesmo, mais para a frente. Esta época do ano chove muito em Brasília e, levar forro impermeável da jaqueta, calça impermeável e capa da bolsa de tanque, tudo na própria bolsa de tanque estava ficando complicado e pesado. O uso intenso acabou por danificar o zíper, razão pela qual resolvi dar um descanso para a pobrezinha.
O modelo da foto é o V46, antigo.
Assim que tiver instalado, postarei fotos.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

1, 2, 3 e lá se foi a bateria

Opa! Sumi. Um mês em Cuba e Borges ficou na garagem. Os problemas de partida que o vinham assolando acabaram por matar de vez a bateria, que tinha uns dois anos de uso. Sabem a máxima que diz que "economia é a base da porcaria"? Pois é, é mesmo. Quando troquei a Monroe que já estava no Borges havia cinco anos, mais ou menos, o sujeito da auto elétrica me disse para levar uma outra marca lá que, segundo ele, era fabricada pela Heliar, mas tinha outra marca, pois era uma segunda linha, mas "a qualidade é a mesma". Não é.
A bateria morreu de vez, não conseguindo sequer acumular carga depois de 36 horas ininterruptas em carga lenta. Por 90 reais adquiri uma Tudor, de 45Ah. Sim, contrariando outra máxima que rege que "bateria de potência maior é melhor", adotei uma de capacidade semelhante à da potência do alternador, de cerca de 50Ah. Os sábios de plantão recomendavam que eu colocasse logo uma de 65Ah. Isso feito, Borges despertou na primeira, depois de um mês sem ser ligado.
Fora isso, foram trocadas as palhetas, no mesmo esquema do ano passado. Reaproveitadas as borrachas e feitos pequenos ajustes nas hastes, tá limpando que é uma beleza.
O assento do motorista ainda precisa de um pequeno serviço para voltar a travar direito, o que será feito pelo Zé Gonçalves, que instalou os cintos de segurança. No mais, sem novidades. Inté.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Revisão dos 20 mil km: análise

Peguei a Branca de volta ontem à tarde. Antes de voltar à concessionária, liguei para confirmar que o serviço seria concluído a tempo. O atendente responde que há um problema com o cabo da embreagem, em mau estado, segundo ele. E não temos em estoque. Os sinos da preocupação começaram a badalar. Lembrei-me de duas vezes em que precisei de peças em outra concessionária da marca em Brasília, e tive problemas. Vejam bem, uma concessionária que se preze não pode descuidar do estoque de peças, certo? Entendo que se eu precisar de uma bengala nova, uma biela, uma frente completa, terei que fazer um pedido e aguardar a remessa. Mas, gente, cabo de embreagem, pastilhas de freio e filtro de óleo? Ontem, foi o cabo da embreagem. Alguém retira o último do estoque e não se preocupa em fazer pedido? Estranho, não?
Pois bem. O mecânico, muito solícito e criativo, resolveu experimentar o cabo da Fazer 250. Mesmo comprimento, mesma espessura, R$ 2,00 mais barato (uau), apenas não tem uma curvatura, presente no cabo da XJ6. Instalou, testou e esperou que eu chegasse para dizer se aceitava aquilo ou não. Como não me deram uma previsão de quando o cabo certo chegaria (talvez no fim da próxima semana) e uma vez que o cabo original estava fora da moto e com apenas alguns fiozinhos de aço ainda conectados, aceitei com ressalvas. O restante do serviço foi, aparentemente, feito a contento. Achei abusivo o preço de algumas peças, como o jogo de pastilhas do freio traseiro. As dianteiras (4) eu havia adquirido em São Paulo no ano passado, a cerca de R$ 130,00 o jogo. Pois a concessionária aqui pediu R$ 283,00 (sim!!) na dupla traseira. Já pedi um orçamento em São Paulo para comparar.
Hoje tenho a desagradável surpresa de ver que o guidão foi riscado, provavelmente durante a desmontagem da frente da moto. Não tinha visto isso ontem, mas vou me queixar no sábado, nem que seja apenas para registrar o descontentamento. Por enquanto a Kishi Motos está meio a meio comigo. Não estou contente nem descontente. Algum desconto me foi concedido, mas a paulada bateu em R$ 1.450,00. Serviço bem feito, descontrole de estoque e preços exagerados: a conta não bate.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Nada de novo

Borges está com boa saúde, apesar de ainda não o ter levado para ter seu carburador regulado. Branca atingiu a quilometragem para a revisão dos 20 mil quilômetros. O serviço será confiado à concessionária Kishi Motos, de Ceilândia, com filial no Setor de Indústria e Abastecimento, do Plano Piloto. Aberta há pouco tempo, trabalha bem no contato com os clientes, veremos como se saem no serviço. Além do básico dessa revisão (que é extensa), serão trocadas as pastilhas de freio. Vou pedir também orçamento para a recuperação da lateral do motor e das laterais da carenagem sob o banco. Oficina especializada da cidade apresentou orçamento em R$ 350,00. Se a concessionária oferecer algo parecido, com tempo razoável de entrega, vou fazer o serviço, senão...fica para outubro.
Depois reporto.