quarta-feira, 29 de julho de 2015

Freios Hel e atualização

Recebi as mangueiras novas frontais. Para variar, a Danidrea mandou a mangueira secundária com uma abraçadeira a menos. Vou ter que improvisar. Em cima disso, Branca desenvolveu um vazamento na tampa lateral direita do motor. Não sei de onde vem, pode ser a bomba de óleo. Deixarei a bichinha na concessionária hoje. Assim, o Borges tem sua ida para o spa adiada.

-- xx --

Isso foi ontem, rapêize. Uma vez mais a galera da Kishi Motos aqui de Brasília mostrou que é ponta firme. Apareci na oficina lá pelas três da tarde, já pronto para deixar a moto por um dia ou dois. Miguel estava sem serviço naquele momento e pôs-se a trabalhar na Branca. Instalou as mangueiras Hel (desta vez deu certo, viu Danidrea?), agora cortadas no comprimento correto e reinstalou os alongadores de guidão. A finalização do sangramento deu um pouquinho de trabalho, mas finalmente deu certo. Já posso dizer que é uma diferença brutal. Tanto que tive que regular o manete de freio para mais perto, pois ele cede quase nada em relação ao funcionamento com as mangueiras originais. O manete fica firme e a frenagem é decidida. Uau!

Como dá para ver pela foto, agora é possível utilizar os alongadores no guidão, com a mangueira Hel, prova cabal de que as mangueiras que originalmente me foram enviadas eram mais curtas.



Já o vazamento, vejam só, era causado (aparentemente, ainda estamos testando) pelos parafusos que se soltaram com o tempo e vibração. O Miguel fez um reaperto depois de examinar e decidir que a junta não parecia ter sido danificada. Vou utilizar por uns dias e, não havendo novo vazamento, concluiremos que o diagnóstico foi acertado. Caso volte a vazar será o caso de trocar a junta.
Fora isso, Branca vai bem obrigado. A gasolinálcool já mostra seus efeitos com o aumento do consumo. Era possível fazer até 270/280 quilômetros até entrar na reserva, agora mal dá para chegar em 240. Pretendo fazer um experimento com gasolina Podium, mas não acho que eu vá adotá-la permanentemente.

terça-feira, 30 de junho de 2015

HEL Performance part II

A coisa não correu muito bem. Ao levar a Branca à concessionária Kishi para a troca das mangueiras originais pelas Hel, descobrimos que as dianteiras - são duas, uma saindo do manete para a pinça esquerda e outra ligando as duas pinças - estavam com medidas estranhas. A mangueira secundária estava longa e ficou com uma bela curva, bela no sentido de grande, e por isso o mecânico precisou ajustar a posição de encaixe do banjo na pinça. Ainda ficou uma curva, mas ficou. Já a mangueira principal foi um problema maior. Em princípio ela não alcançava. Achamos que o problema tinha sido o alongador de guidão. Tiramos. Alcançou, mas ficou esticadíssima, o que não está correto, já que a mangueira original fica com folga mesmo com o alongador.
Pedi ao Miguel, o mecânico, que as desinstalasse e deixasse só a traseira, que ficou ok.


Entrei em contato com o importador do componente, a Danidrea, e informei o ocorrido solicitando uma solução. As mangueiras claramente foram cortadas fora do padrão, pois se tivessem sido cortadas nas medidas corretas, elas serviriam mesmo com o alongador do guidão. Já se vão lá pouco mais de duas semanas e a história ainda rola. Hoje me pediram para medir as mangueiras que estão comigo e enviar essas medidas, com fotos, para eles confirmarem, pois disseram que já venderam muitas e nunca tiveram problemas. Sim, just my luck, na minha vez, erraram o corte da mangueira.
Vejam o detalhe da mangueira secundária, depois que o Miguel mudou o banjo de posição para ver se a coisa se ajustava.
Mesmo assim, já deu para sentir a diferença que faz a mangueira com malha de aço. O freio traseiro, normalmente hesitante e meio borrachudo, funciona bem melhor. Espero poder dizer o mesmo do dianteiro. Logo.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Hel Performance

Freios. A gente só se lembra deles quando falham. Existe uma recomendação não escrita que diz que flexíveis de freio devem ser substituídos a cada 4 anos, mesmo que nada esteja errado com eles. Mangueiras de borracha, encontradas na maioria das motos e carros vendidos no Brasil, expandem com mais facilidade no uso e isso acelera o desgaste dessas peças. Modelos mais avançados já vem de fábrica com flexíveis revestidos com malha de aço, também chamados de aeroquip. Esses, além de mais resistentes, melhoram o desempenho dos freios por expandirem menos.
Assim que a Branca chegou aos 4 anos de idade. Freios Yamaha, pelo menos em alguns modelos vendidos no Brasil, tendem a ser borrachudos. A Fazer 250 era assim, e a XJ6 não fica muito atrás. Resolvi, depois de descobrir que a importadora Danidrea passou a representar a marca Hel Performance no Brasil, trocar os flexíveis. A encomenda será feita esta semana e serão trocadas todas as mangueiras, dianteiras e traseiras. Aguarde a atualização deste post quando isso acontecer, juntamente com o teste.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Pequenos serviços, grandes benefícios

Borges, que está precisando de uma boa revisão, passou por troca de óleo e de filtro de gasolina no último fim-de-semana.
Estou quase tomando a decisão de não pintá-lo, mas seguir a tradição "rat", na qual mecânica e estrutura do carro são de primeira ordem, mas nada de pintura nova. Vou mandar corrigir alguns pontos de ferrugem e a batida no paralama dianteiro esquerdo e deixar tudo no primer. Ao mesmo tempo trocar borrachas e reformar o interior. É uma opção mais barata, mas não menos bacana. Afinal, a pintura do Borges ainda é original, apesar de estar feinha.
Branca.
Graças a um descuido meu na manutenção, quase fundo o motor por falta de fluido de arrefecimento. Aviso: nas revisões as concessionárias só checam o nível de fluido, então atenção. Cheguei à casa de um amigo certa noite e ouvimos o barulho de fluido fervendo. No dia seguinte fui à concessionária e o que fora fluido um dia, era uma borra marrom horrorosa. Para meu prejuízo, a tampa do radiador - que não é uma simples tampa de radiador - estava estragada e teve que ser trocada. Lado bom: tinha em estoque (!!). Lado ruim: custa R$ 300,00. Isso mesmo. A XJ está se revelando uma moto cara de manter, se for precisar trocar peças. Acho que já comentei que a borrachinha do pedal de câmbio custa absurdos R$ 50,00. Resolvi não trocá-la. Usei um protetor de sapatos desses de lona, com um pedaço de PVC expandido dentro. Amarrei com dois "engasga-gatos" e voi là. Não preciso mais da borrachinha. Na última segunda foi a vez do retentor da bengala direita, que não tinha sido trocado em Bento Gonçalves, na viagem que fizemos em agosto, pois a concessionária só tinha uma unidade. Como a recomendação é de trocar as duas, o serviço foi feito agora. Aproveitei para trocar o pinhão Vaz pelo original, com redutor de ruídos. O pinhão custou R$ 173,00 na Lucari Motos de Presidente Prudente. O retentor custou R$ 70,00 na Kishi Motos que cobrou só R$ 50,00 pela mão-de-obra para trocar o retentor e o pinhão, mais R$ 22,00 de óleo de bengala. Serviço rápido e bem-feito.
A Branca agora só precisa de retoques de pintura aqui e ali. Como não é urgente, esse serviço vai ficar mais para a frente.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Ouvidos: proteger para preservar

O cara é super cuidadoso quando o assunto é a condução de sua motocicleta. Capacete de boa qualidade e sempre em ordem, com viseira sem riscos e cinta sem danos. Jaqueta apropriada, com proteções nos ombros, cotovelos e lombar. Luvas e botas. Tudo certo. Moto com a manutenção em dia. Qualquer um poderá concordar que nada mais falta para que esse motociclista saia em segurança para as ruas ou estradas, certo? Não totalmente.
No Brasil, uma questão ainda segue sendo amplamente desconsiderada pela comunidade motociclística e não se vê qualquer ação a respeito: a proteção auricular. Em alguns países, o uso de protetores por motociclistas é recomendado até mesmo para deslocamentos urbanos, principalmente se no trajeto o motociclista passar de 60 km/h. Sabemos que muitas motos possuem bolhas e parabrisas bastante protetores, mas mesmo esses deixam alguma turbulência atingir o capacete. Por aqui o protetor é ignorado solenemente até mesmo por motociclistas que pegam estrada com frequência.
Veja, uma conversa normal pode atingir até 60 decibeis. Um tiro a curta distância pode bater nos 140 decibeis e causar danos permanentes instantaneamente. Deve-se evitar a exposição prolongada, entre 75 e 80 decibeis, para evitar danos. Veja a tabela:
Nunca é demais relembrar que a audição, uma vez perdida, está perdida.
O ruído na condução normal de uma motocicleta gira em torno de 115 decibeis, suficiente para causar comprometimento auditivo. Em marcha lenta uma moto produz cerca de 80db. O assunto, portanto, é de suma importância.
Como evitar danos? Primeiro, muito cuidado na escolha do capacete. Diferentes modelos de capacete produzem diferentes níveis de ruído. Segundo e o mais importante: use protetores auriculares. Esses protetores devem ser do tipo descartável, como os usados por pilotos profissionais, e deve ter capacidade de redução de cerca de 30db, para um mínimo de eficiência.

O modelo mais conhecido e o mais utilizado é feito de uma espuma macia e é mais prático que o tipo feito com silicone, muito mais utilizado por nadadores. Algumas pessoas preferem os de silicone que, por serem moldáveis, ficam mais confortáveis, principalmente para aqueles cuja "anatomia de orelha" é peculiar.
Cabe lembrar também que esse tipo de protetor é muito útil inclusive em viagens de avião. Pode ser necessário um período de adaptação a eles, mas os benefícios são muito mais amplos do que o desconforto. 

A utilização de fones não isenta o motociclista do uso de protetores. Fones não só não bloqueiam o ruído, como adicionam mais, se utilizados para ouvir música, o que convenhamos não é recomendável - e até proibido - quando se conduz uma motocicleta.
A colocação desses protetores é simples. Primeiro tenha o cuidado de manusear os protetores com as mãos limpas. Se o protetor for do tipo rolável, de uso único, role-o entre os dedos até que ele se alongue e diminua de espessura. Com uma mão por trás da cabeça, puxe a orelha para trás e insira o protetor no canal auditivo, girando-o, sem introduzi-lo demasiadamente. Alguns pilotos usam saliva para facilitar a colocação. Para retirá-lo, basta puxar a orelha e retirá-lo girando.
Apesar da recomendação de uso único, algumas pessoas reutilizam esses protetores. Tenha o cuidado de lavá-lo com água quente e deixá-lo secar. Não é o ideal, pois impurezas podem ficar presas ao material, mas se o motociclista não tiver pares de protetores suficientes para a viagem, a lavagem diária pode ajudar. Não utilize álcool, que estraga esse tipo de material, podendo causar esfarelamento.
O desconforto inicial será amplamente recompensado pela ausência de zumbido ao fim da viagem.
Seja esperto, proteja sua audição.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Borges vai bem, obrigado.
Ainda não tive disposição de ir atrás de funilaria para por a carroceria em ordem.
Andei brincando com a ideia de fazer algumas poucas coisas por dentro, como ajeitar os bancos. O banco do motora continua precisando de solda, e hoje notei que o encosto está meio torto. Talvez fosse a hora de ver se dá para substituí-los (os dianteiros) pelos do Gol. Aproveitaria para trocar os revestimentos. Não quero que o assento seja mais baixo do que está hoje, para não atrapalhar a condução.
Fui fazendo também uma lista do que eu poderia ir adquirindo aos poucos para substituir. Os vidros dianteiros estão bons, mas as canaletas e borrachas já deram o que tinham que dar, estão se desfazendo e no processo começando a deixar a entrar água. Os quebra-ventos também pedem novas guarnições. Surpreendentemente já faz algum tempo que a parte elétrica não dá chabu. Talvez vá ser necessário substituir as escovas do alternador, que mostra algumas inconstâncias, mas sem problemas na recarga da bateria. O Borges anda pegando de primeira, sempre.
Pequenas coisas aqui e ali também me incomodam:  a saída de ar no painel está estragada (não que faça muita diferença), mas é só estética. Não devo mexer no interior em revestimentos e forrações - exceto talvez os assentos - antes de fazer a pintura. Frisos novos, estribos, parachoques, caixa do porta-luvas - que tentarei acarpetar, antena, novos gatilhos/alojamentos das maçanetas internas, etc.
Mecanicamente, o Borges está sólido. Tenho até receio de como vai ficar quando for desmontado para a pintura. Vou instalar no ano que vem o servo-freio - da PowerStop - e verificar de onde vem o chiado dos discos em baixa velocidade.
Assim que as chuvas derem uma trégua, revisão com regulagem do motor, verificação de velas, cabos de embreagem e acelerados - ambos super-macios, engraxamento do eixo e troca de dois pneus.
Fora isso tudo, o bom e bravo Borges segue impávido.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Nome aos bois

Nomear uma empresa é coisa séria. Cria-se uma marca que, esperam os fundadores, fique gravada no consciente do consumidor.
No mundo motociclístico observamos que marcas americanas e japonesas tendem a não fazer o uso de siglas, como Indian, Harley-Davidson, Honda, Yamaha, Kawasaki e por aí vai. Normalmente são os nomes dos fundadores.
Na Europa a coisa fica um pouco diferente. AJS, KTM, Caberg, BMW, etc.
Sigla ou nome, é interessante descobrir o que significam os nomes das empresas, não? Pois bem, vamos fuçar:

AJS - fundada no início do século XX pelos irmãos Stevens, Harry, Jack, Goerge e Joe. AJS são as iniciais do nome de Jack (o único com nome do meio), Albert John (Jack) Stevens.

KTM - a hoje lendária marca de produtos fora-de-estrada, que hoje fabrica até carros, foi fundada por Ernst Kronreif e Hans Trukempolz, da cidade de Mattinghofen, na Áustria.

BMW - Bayerische Motoren Werke, ou Fábrica de Motores da Bavária.

CABERG - a fábrica de capacetes italiana com nome que parece sueco. Na realidade significa Caschi di Bergamo, ou Capacetes de Bergamo, cidade italiana onde fica a sede da empresa.

GIVI - a também italiana fabricante de bagagens e acessórios para motocicletas tem seu nome derivado das iniciais de seu fundador, GIuseppe VIsenzi.

HARLEY-DAVIDSON - fácil essa, não? Sobrenomes dos fundadores da empresa, no início do século XX: William S. Harley e Arthur Davidson.

HONDA - Soichiro Honda era um fanático por motores e engenhocas motorizadas. No Japão do pós-guerra vislumbrou a possibilidade de fazer alguma grana fabricando pequenos motores que podiam ser instalados em bicicletas. Única das quatro grandes marcas japonesas de motocicletas a ter realmente começado com motores.

YAMAHA - O nome deriva do sobrenome de Torakusu Yamaha, fundador da empresa que fabricava instrumentos musicais, conhecida como Nippon Gakki Company, em Hamamatsu. A empresa entrou na área de motores no pós-guerra, mas seu fundador já havia morrido. Por essa razão, a origem como fábrica de instrumentos musicais, a logomarca da empresa é composta de três diapasões cruzados. No meio, a Yamaha é conhecida como a marca dos três diapasões.

SUZUKI - fundada por Michio Suzuki, em Hamamatsu, no início do século XX, fabricava teares.

KAWASAKI - grande empresa fundada ainda no século XIX, atua nas áreas de siderurgia, estaleiros e indústria pesada. Viu a oportunidade de abrir seu leque de atuação e foi a última das quatro grandes a entrar na seara motociclística. O nome vem do fundador, Shozo Kawasaki.

BSA - o nome vem de British Small Arms Company Limited. A primeira motocicleta foi fabricada em 1909. A empresa passou por diversas transformações, fabricando peças para bicicletas, pequenos motores até chegar às motos.

HUSQVARNA - nasceu no século XVII, na Suécia, como fabricante de canos de mosquete como "Jönköping Rifle Factory. A primeira fábrica ficava nas cachoeiras de Huskvarna, grafia antiga da palavra. Nesse local ainda hoje fica a fábrica da atual Husqvarna. As primeira motocicletas da marca datam de 1903.

BREMBO - fundada em 1961 pelos italianos Italo Breda e Emilio Bombassei como Officine Mecchaniche di Sombreno.  A empresa é hoje líder no mercado de freios.

DUCATI - até parece uma sigla, mas é tão somente o sobrenome dos três irmãos fundadores da empresa com sede em Borgo Panigale, Itália: Bruno, Adriano e Marcello.

MV AGUSTA - Agusta é o sobrenome do fundador, o conde Giovanni Agusta. MV vem de Mecchanica Verghera.