segunda-feira, 30 de julho de 2012

Brasília Moto Capital

Todos os anos a cidade se enche durante cinco dias em julho para o Brasília Moto Capital, maior encontro motociclístico da América Latina (palavra dos organizadores).
Este ano senti que o encontro estava muito mais bem organizado que no ano passado, que parecia coisa de amadores. Os restaurantes mais bem arranjados, o espaço mais bem distribuído, mais lojas e concessionárias participando - este ano teve Honda, Yamaha, Garelli, MV Agusta e Harley-Davidson. Kawasaki e Suzuki ignoraram solenemente o evento.
Algumas bandas até pareciam melhores que as do ano passado. Teve um cover de U2, por exemplo, muito bom e teve Fevers e Raimundos.
Mas a organização ainda insiste em dar lugar a uma bandas que só tem os nomes de bom, tipo "Língua Preta" e coisas do tipo. Tocam blues originais...em português. Letras atrozes, e aquele batidão que todo mundo reconhece como blues, e os caras tentando fazer voz de negão. Uma tristeza.
Mas é impressionante notar como tem moto em Brasília. A gente não vê tanta moto grande no dia-a-dia. O que só confirma minha teoria de que esse povo todo é domingueiro.
Aqui, a Branca, na tarde de sábado.
A camaradagem e a maluquice rolaram soltas nos cinco dias do encontro. Fiz do quartel-general do Blues MC minha parada. Conheço alguns dos caras e a tenda deles estava na rua de trás, longe do tumulto. Tinha grupos e motociclistas de tudo quanto era quanto. Vimos placas do Pará, do Maranhão, Rio Grande do Norte e do Sul, São Paulo - até Presidente Prudente estava representada. E na sexta e sábado muita gente que não tinha nada a ver acabou indo pra lá ver o movimento, as apresentações musicais, o Globo da Morte e até o abominável telecatch.
Havia estandes da revista Duas Rodas promovendo trocas de óleo - apesar que só vi movimentação naquele estande uma única vez. A organização este ano arranjou um acordo com a cerveja Devassa, que montou barracas vendendo cerveja por todo o lugar, além de dois bares bem bacanas. Num deles até chopp estava disponível.
Enfim, foi uma festa bem bacana.
Algumas fotos só para fechar a bagaça.
Triumph Bonneville (meu sonho de consumo)

MV Agusta Brutale 1090

Harley-Davidson VRod modificadona

Triciclo BRP Can-Am Spyder

Yamaha RD 350LC Export. Uma raridade nesse estado.


And introducing...

Eis a Branca. Bem, a foto é a oficial da fabricante. Mas a minha está (quase) igualzinha. Acrescentei bolha pára-brisa e afastador de alforges. O resto é igual. 

Nota do Editor

Resolvi fazer algumas mudanças no blog. Como não é possível alterar o link oficial, vai continuar como vw-boxer.blogspot.com.
Entretanto, resolvi incluir também posts tendo minha Yamaha XJ6n, a Branca do título, como objeto principal. Inicialmente, escrevi o blog como "ghost writer" do personagem-objeto, o Borges. Resolvi que quando isso acontecer, o texto surgirá em itálico. Os demais posts, escreverei como eu mesmo. Não estava dando muito certo de outro jeito e não estou com animação para cancelar este e escrever outros blogs.
Valeu.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Fotos atuais

Resolvi que era hora de me mostrar de novo. O próprio tirou umas fotos hoje, no finzinho da tarde, concentrando em alguns detalhes. Vamos lá:
Há quem não acredite nessa bobagem de que Fusca tem que ter amassado no pára-lama, senão não é Fusca. Honestamente eu não gosto desse amassado - o próprio acertou um pilar na garagem - adoraria vê-lo reparado.
Bem melhor desse lado, não? Pelo menos de longe. Corta para o detalhe no vidro:
O motorzão, ainda batendo forte e saudável:
Dá para ver algumas modificações: o módulo da ignição, que foi a primeira coisa substituída tão logo fui adquirido e, mais recentemente, o alternador. O forro do motor é original ainda...Tem umas coisas precisando pintar, mas tá funcionando que é uma beleza.
Isso aí tá uma zona. tem som, alarme e o ca***** a quatro. Além disso o papelão que forra o porta-malas passou da hora de ser trocado, tá todo torto e não para no lugar. Vai ser uma das últimas coisas a serem mexidas, eu acho.

O rádio é da Sony e tem uma bandeja para mídias digitais, como iPod e pendrives. Não toca CD e aí sobrou esse espaço. Excelente idéia.




E no tampão nada?? Claro que sim, um par de quadraxiais Pioneer fixados por baixo do compensado, com o carpete passando lisinho por cima. O som fica ótimo. Nas portas tem um kit duas vias Selenium. Sem potência, não precisa.
Meu interior não está grande coisa, mas é quase tudo original. Os painéis das portas, futuramente serão reformados e aí os alto-falantes "sumirão"...
Aqui o detalhe do cinto de três pontos adaptado, é do Gol bolinha.
Esse console é meio vagaba, mas muito prático. Vai receber carpete logo, logo. A bola do câmbio é confortável, mas não é original. Veio assim.
E agora os defeitos esperando para serem reparados:
Capota com pintura gasta mas ainda com brilho
O cromo dos pára-choques já passou da data de validade

E é isso, valeu pela atenção. Saudações ao pessoal do Forum Fusca Brasil.




quarta-feira, 28 de março de 2012

Exalando gases

Não se assuste. Não estou com crises nas vias baixas.
Dia desses a saída direita do meu escapamento arriou. O próprio, quando viu, ficou puto achando que alguém tinha pisado na ponteira, de maldade. Não. Foi o abafador que abriu o bico mesmo.
Tarefa difícil achar a peça aqui em Brasília. Um sujeito pediu absurdos R$ 210,00 só pelo abafador. Na internet, a peça sai até por R$ 70,00.
Num lampejo o próprio deu uma chegadinha no setor de oficinas do Guará II. Lá, no Auto Center São Benedito, também conhecido como seu Gomes. Lá, por R$ 140,00 foram trocadas as juntas, braçadeiras, ponteiras e o abafador.
O Chico suou para desmontar e montar as peças. Descobrimos um amassado atrás que dificultava a instalação do abafador novo. Pouco mais de duas horas levou o serviço todo.
Na foto acima as novas ponteiras sendo instaladas. Meu motor é equipado com pré-aquecimento. Um sisteminha que usa gases do escapamento para aquecer a mistura antes da carburação. Útil para carros a álcool. Como o abafador disponível era para motor sem o pré-aquecimento, esse sistema foi isolado.
E o resultado final:
O barulho ficou ótimo. O desempenho melhorou um tiquinho. Até o assovio característico de Fusca voltou.
Life's good.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ausente

Opa, beleza? Desculpem a ausência, mas é que dependo do próprio para que saia alguma coisa aqui. O próprio, aliás, neste momento está bundando em São Paulo, de férias. Eu continuo aqui, na frente do bloco, no relento. E sabia que o pangaré comprou uma capa à prova d'água e ainda não se deu ao trabalho de colocá-la em mim? Pois é. Semana que vem tem sorteio das vagas da garagem e, quem sabe eu não consigo voltar para o bem bom lá do subsolo?
O próprio vem tentando comprar palhetas de boa qualidade há algum tempo. Procurou da Dyna. Achou numa loja de Sampa. Mas os pangarés mandaram do tamanho errado. Sério, parceiro, Fusca usa palhetas de 10" e não de 14" como vocês mandaram. Duas vezes!! O próprio ficou puto, aí aproveitou e trocou as hastes também. As minhas estavam feinhas, viu? Alguém sugeriu uma lixadinha e uma mão de spray, mas com o próprio não tem disso não.
Na foto de baixo, a palheta nova.
Agora, quer ver só o tamanho da cagada dos caras que mandaram as palhetas?
Feio, né? No fim, o próprio comprou umas pahetas genéricas e vai, quando precisar, "adaptar" a parte não metállica dessas palhetas aí, que são Dyna, de muito boa qualidade.
Então, inté. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O Motor Boxer

Motores existem nas mais variadas configurações. O meu é um boxer, quatro cilindros, refrigerado a ar. Ele tem esse nome porque os cilindros estão deitados, contrapostos. Quando em funcionamento lembram os punhos de um boxeador. Essa configuração revelou-se, ao longo dos anos, uma das mais bem sucedidas e menos utilizadas. Pouquíssimos veículos exibem motores desse tipo. O mais conhecido é este aqui:
O boxer que equipou o primeiro Volkswagen, projetado por Ferdinand Porsche, que viria mais tarde a utilizar a mesma configuração nos carros esportivos que levam seu nome. Os 911 ainda hoje utilizam o boxer de seis cilindros, refrigerados a água, no entanto. Esse motor, pouco potente, mas de bom torque, resistente e muito econômico, equipou um sem-número de veículos mundo afora.
Outro boxer muito famoso é este:

O boxer twin da BMW. Equipa motos da marca há mais de 70 anos. Ganhou recentemente uma versão de 4 válvulas por cilindro, refrigerado a àgua.
Muitos fabricantes se aventuram com motores boxer. A Ferrari, por exemplo, já teve a clássica Berlinetta Boxer:
Atualmente, o boxer sobrevive galantemente dentro dos cofres de uma marca japonesa, a Subaru que, entre incursões muito bem sucedidas no mundial de rali, criou o primeiro boxer a diesel.
Na foto, o boxer 6 cilindros que equipa o SUV Tribeca.