quarta-feira, 28 de março de 2012

Exalando gases

Não se assuste. Não estou com crises nas vias baixas.
Dia desses a saída direita do meu escapamento arriou. O próprio, quando viu, ficou puto achando que alguém tinha pisado na ponteira, de maldade. Não. Foi o abafador que abriu o bico mesmo.
Tarefa difícil achar a peça aqui em Brasília. Um sujeito pediu absurdos R$ 210,00 só pelo abafador. Na internet, a peça sai até por R$ 70,00.
Num lampejo o próprio deu uma chegadinha no setor de oficinas do Guará II. Lá, no Auto Center São Benedito, também conhecido como seu Gomes. Lá, por R$ 140,00 foram trocadas as juntas, braçadeiras, ponteiras e o abafador.
O Chico suou para desmontar e montar as peças. Descobrimos um amassado atrás que dificultava a instalação do abafador novo. Pouco mais de duas horas levou o serviço todo.
Na foto acima as novas ponteiras sendo instaladas. Meu motor é equipado com pré-aquecimento. Um sisteminha que usa gases do escapamento para aquecer a mistura antes da carburação. Útil para carros a álcool. Como o abafador disponível era para motor sem o pré-aquecimento, esse sistema foi isolado.
E o resultado final:
O barulho ficou ótimo. O desempenho melhorou um tiquinho. Até o assovio característico de Fusca voltou.
Life's good.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ausente

Opa, beleza? Desculpem a ausência, mas é que dependo do próprio para que saia alguma coisa aqui. O próprio, aliás, neste momento está bundando em São Paulo, de férias. Eu continuo aqui, na frente do bloco, no relento. E sabia que o pangaré comprou uma capa à prova d'água e ainda não se deu ao trabalho de colocá-la em mim? Pois é. Semana que vem tem sorteio das vagas da garagem e, quem sabe eu não consigo voltar para o bem bom lá do subsolo?
O próprio vem tentando comprar palhetas de boa qualidade há algum tempo. Procurou da Dyna. Achou numa loja de Sampa. Mas os pangarés mandaram do tamanho errado. Sério, parceiro, Fusca usa palhetas de 10" e não de 14" como vocês mandaram. Duas vezes!! O próprio ficou puto, aí aproveitou e trocou as hastes também. As minhas estavam feinhas, viu? Alguém sugeriu uma lixadinha e uma mão de spray, mas com o próprio não tem disso não.
Na foto de baixo, a palheta nova.
Agora, quer ver só o tamanho da cagada dos caras que mandaram as palhetas?
Feio, né? No fim, o próprio comprou umas pahetas genéricas e vai, quando precisar, "adaptar" a parte não metállica dessas palhetas aí, que são Dyna, de muito boa qualidade.
Então, inté. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O Motor Boxer

Motores existem nas mais variadas configurações. O meu é um boxer, quatro cilindros, refrigerado a ar. Ele tem esse nome porque os cilindros estão deitados, contrapostos. Quando em funcionamento lembram os punhos de um boxeador. Essa configuração revelou-se, ao longo dos anos, uma das mais bem sucedidas e menos utilizadas. Pouquíssimos veículos exibem motores desse tipo. O mais conhecido é este aqui:
O boxer que equipou o primeiro Volkswagen, projetado por Ferdinand Porsche, que viria mais tarde a utilizar a mesma configuração nos carros esportivos que levam seu nome. Os 911 ainda hoje utilizam o boxer de seis cilindros, refrigerados a água, no entanto. Esse motor, pouco potente, mas de bom torque, resistente e muito econômico, equipou um sem-número de veículos mundo afora.
Outro boxer muito famoso é este:

O boxer twin da BMW. Equipa motos da marca há mais de 70 anos. Ganhou recentemente uma versão de 4 válvulas por cilindro, refrigerado a àgua.
Muitos fabricantes se aventuram com motores boxer. A Ferrari, por exemplo, já teve a clássica Berlinetta Boxer:
Atualmente, o boxer sobrevive galantemente dentro dos cofres de uma marca japonesa, a Subaru que, entre incursões muito bem sucedidas no mundial de rali, criou o primeiro boxer a diesel.
Na foto, o boxer 6 cilindros que equipa o SUV Tribeca.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Dia Nacional do Fusca

Nao sei por que cargas d´água não podemos comemorar junto com o resto do mundo no dia 20 de junho. Deixei passar, não participei dos passeios. Culpa do próprio.
À guisa de redenção, vai o link aqui:
http://vwboxerclube.com.br/fotos

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Fotos

Lembram quando eu disse que já rodei um bocado por aí? Tenho algumas (poucas) fotos para provar, vamos lá?
Em algum lugar entre o Paraná e Santa Catarina, em 1999 - o próprio já morava na Garábia Maldita e estava de férias no Brasil. Meu amo e senhor resolveu descer para Blumenau, a fim de visitar uma amiga lá. Foi direto, chegou só o pó da bagaceira. Mas a viagem transcorreu seu problemas. Na volta é que o pangaré descobriu que eu estava sem luz de placa. Aliás, nem a polícia percebeu...
Beleza de fotografia, não? Essa foi em São Francisco do Sul, SC, num dos bate-voltas que o próprio fez naquela viagem. Outros foram para Brusque e Jaraguá do Sul. Ficamos uns dois dias em Corupá, uma simpática cidadezinha não muito longe de Jaraguá. O próprio tirou um bocado de fotos por lá.
Esta, na verdade, é mais antiga que as outras, de 1997. Foi logo que fui adquirido e levado para Brasília. Pela secura dá para ver que foi lá pelo meio do ano. O próprio resolveu tirar fotos numa cachoeira a uns 30 minutos de Brasília e no caminho a paisagem o fez parar, eu acho. Tenho que concordar com ele. Esse Planalto Central é bonito que só.
Bom por hoje. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A escanteio da história


VW 1600. Assim, só essas duas letras e esses quatro dígitos. Foi assim que a VW colocou seu primeiro 4 portas no mercado. Partindo da mesma plataforma do já velho conhecido Sedan - o Fusca - mas contando com porta-malas mais espaçoso, ainda na frente, e motor 1600 boxer de quatro cilindros, refrigerado a ar, atrás. O ano era 1969. Esse motor viria a equipar o Fusca anos depois somente.
Tristemente, num país ainda acostumado a grandes sedãs e ao pequeno, bravo e de desenho curioso Fusca, o novo modelo não caiu bem. Seu aspecto redondo/quadrado (que aliás faz sucesso hoje em carros como o Kia Soul e o Fiat Uno) não foi bem aceito. A mecânica conhecida e confiável não foi suficiente para que esse engraçado primo meu ganhasse o apelido de Zé do Caixão. E estava selado seu destino.
Em 1971, após pouco mais de 24.000 fabricados, saiu de linha.
Foi muito utilizado como táxi, graças à facilidade das quatro portas. As quatro portas, aliás, foram algo que saíram de moda no Brasil nos anos 70 e só voltaram com força nos anos 90. 
Era assim que eles se vestiam, principalmente no Rio de Janeiro, onde circularam até pouco tempo atrás. Um carrinho charmoso, de ótima mecânica e confortável. Jogado para escanteio pelo cruel mercado automobilístico brasileiro.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

E chove

Poucas novidades nas duas últimas semanas. Tem chovido praca, mas meu interior tem permanecido sequinho, sinal de que as borrachas ainda funcionam bem.
O meu proprio finalmente resolveu limpar as maçanetas e lubrificá-las. Tava precisando. Sexta-feira, depois de muitos anos (nem lembro quantos), um pneu furado. Um senhor prego entrou no traseiro esquerdo - que é novo - e fez o estrago. Felizmente estou equipado com pneus sem câmara e foi possível rodar um tanto ainda, antes que o prego fosse removido.
Sábado o proprio e a esposa vão para o interior de São Paulo e eu vou passar uma semana na garagem, sequinho. Ahhh, that's the life.