sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O Motor Boxer

Motores existem nas mais variadas configurações. O meu é um boxer, quatro cilindros, refrigerado a ar. Ele tem esse nome porque os cilindros estão deitados, contrapostos. Quando em funcionamento lembram os punhos de um boxeador. Essa configuração revelou-se, ao longo dos anos, uma das mais bem sucedidas e menos utilizadas. Pouquíssimos veículos exibem motores desse tipo. O mais conhecido é este aqui:
O boxer que equipou o primeiro Volkswagen, projetado por Ferdinand Porsche, que viria mais tarde a utilizar a mesma configuração nos carros esportivos que levam seu nome. Os 911 ainda hoje utilizam o boxer de seis cilindros, refrigerados a água, no entanto. Esse motor, pouco potente, mas de bom torque, resistente e muito econômico, equipou um sem-número de veículos mundo afora.
Outro boxer muito famoso é este:

O boxer twin da BMW. Equipa motos da marca há mais de 70 anos. Ganhou recentemente uma versão de 4 válvulas por cilindro, refrigerado a àgua.
Muitos fabricantes se aventuram com motores boxer. A Ferrari, por exemplo, já teve a clássica Berlinetta Boxer:
Atualmente, o boxer sobrevive galantemente dentro dos cofres de uma marca japonesa, a Subaru que, entre incursões muito bem sucedidas no mundial de rali, criou o primeiro boxer a diesel.
Na foto, o boxer 6 cilindros que equipa o SUV Tribeca.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Dia Nacional do Fusca

Nao sei por que cargas d´água não podemos comemorar junto com o resto do mundo no dia 20 de junho. Deixei passar, não participei dos passeios. Culpa do próprio.
À guisa de redenção, vai o link aqui:
http://vwboxerclube.com.br/fotos

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Fotos

Lembram quando eu disse que já rodei um bocado por aí? Tenho algumas (poucas) fotos para provar, vamos lá?
Em algum lugar entre o Paraná e Santa Catarina, em 1999 - o próprio já morava na Garábia Maldita e estava de férias no Brasil. Meu amo e senhor resolveu descer para Blumenau, a fim de visitar uma amiga lá. Foi direto, chegou só o pó da bagaceira. Mas a viagem transcorreu seu problemas. Na volta é que o pangaré descobriu que eu estava sem luz de placa. Aliás, nem a polícia percebeu...
Beleza de fotografia, não? Essa foi em São Francisco do Sul, SC, num dos bate-voltas que o próprio fez naquela viagem. Outros foram para Brusque e Jaraguá do Sul. Ficamos uns dois dias em Corupá, uma simpática cidadezinha não muito longe de Jaraguá. O próprio tirou um bocado de fotos por lá.
Esta, na verdade, é mais antiga que as outras, de 1997. Foi logo que fui adquirido e levado para Brasília. Pela secura dá para ver que foi lá pelo meio do ano. O próprio resolveu tirar fotos numa cachoeira a uns 30 minutos de Brasília e no caminho a paisagem o fez parar, eu acho. Tenho que concordar com ele. Esse Planalto Central é bonito que só.
Bom por hoje. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A escanteio da história


VW 1600. Assim, só essas duas letras e esses quatro dígitos. Foi assim que a VW colocou seu primeiro 4 portas no mercado. Partindo da mesma plataforma do já velho conhecido Sedan - o Fusca - mas contando com porta-malas mais espaçoso, ainda na frente, e motor 1600 boxer de quatro cilindros, refrigerado a ar, atrás. O ano era 1969. Esse motor viria a equipar o Fusca anos depois somente.
Tristemente, num país ainda acostumado a grandes sedãs e ao pequeno, bravo e de desenho curioso Fusca, o novo modelo não caiu bem. Seu aspecto redondo/quadrado (que aliás faz sucesso hoje em carros como o Kia Soul e o Fiat Uno) não foi bem aceito. A mecânica conhecida e confiável não foi suficiente para que esse engraçado primo meu ganhasse o apelido de Zé do Caixão. E estava selado seu destino.
Em 1971, após pouco mais de 24.000 fabricados, saiu de linha.
Foi muito utilizado como táxi, graças à facilidade das quatro portas. As quatro portas, aliás, foram algo que saíram de moda no Brasil nos anos 70 e só voltaram com força nos anos 90. 
Era assim que eles se vestiam, principalmente no Rio de Janeiro, onde circularam até pouco tempo atrás. Um carrinho charmoso, de ótima mecânica e confortável. Jogado para escanteio pelo cruel mercado automobilístico brasileiro.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

E chove

Poucas novidades nas duas últimas semanas. Tem chovido praca, mas meu interior tem permanecido sequinho, sinal de que as borrachas ainda funcionam bem.
O meu proprio finalmente resolveu limpar as maçanetas e lubrificá-las. Tava precisando. Sexta-feira, depois de muitos anos (nem lembro quantos), um pneu furado. Um senhor prego entrou no traseiro esquerdo - que é novo - e fez o estrago. Felizmente estou equipado com pneus sem câmara e foi possível rodar um tanto ainda, antes que o prego fosse removido.
Sábado o proprio e a esposa vão para o interior de São Paulo e eu vou passar uma semana na garagem, sequinho. Ahhh, that's the life.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Engarrafamento

Fiquei com vontade de deixar o próprio na mão hoje. O energúmeno se impacienta com o horroroso trânsito - que ele sabia que ia ter que enfrentar - e desconta em mim. Acelera duma vez, freia bruscamente, muda de marchas com violência. Pangaré. Meu consumo aumentou ligeiramente e ele deve estar com a perna esquerda em frangalhos, pois minha embreagem é macia, mas ela existe e o pedal está lá.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Chuva

Ando muito requisitado ultimamente. O pangaré do meu dono não é muito fã de se molhar. Esta é a época do ano que mais chove em Brasília, daí meu tanque costuma durar muito menos que um mês, pois se está chovendo de manhã, ou ameaçando chover, meu proprio deixa aquela gracinha tesuda de duas rodas (o que é? Tenho quatro rodas e nenhum preconceito!) na garagem, porque não curte ter que vestir roupa de chuva pela manhã.
Brasília chove à beça e é cheia de problemas. Na minha primeira estadia aqui, logo que fui adquirido, portanto cheio de peças enferrujadas e buracos no assoalho, passamos por um aperto. Eu tinha acabado de sair da oficina onde tive os freios revisados e chovia muito. Para fugir de pontos críticos, o proprio resolveu desviar da L2 e pegou o setor de embaixadas. Burrada sem tamanho, pois lá a enxurrada é maior e mais forte.
Resultado: ao finalmente pegar uma rua para subir para a 210 Sul - teríamos que cruzar a L2 - enfrentamos uma enxurrada que só venci porque tenho torque e a embreagem estava em bom estado. Tremia tudo, bicho. Quando paramos na garagem do prédio o espertão teve que pegar balde e panos para tirar a água acumulada no assoalho. Nem preciso dizer que no ano seguinte, uma das primeiras providências que o pai dele tomou foi trocar o dito assoalho.