quinta-feira, 17 de julho de 2014

Viagem 2014: preparação, update

A três semanas do início da nossa viagem, falta pouco para completar a preparação. Ontem fiz mais um teste de fixação dos alforges e acho que cheguei ao melhor arranjo.
O kit de reparo de pneus sem câmara chegou, numa maletinha, mas será levado de outra forma, mas compacta. O compressor foi emprestado por um amigo e terá seu lugar na bagagem.
Ainda esta semana devo trocar os pneus, serviço que custa em torno de R$ 40/roda. Semana que vem temos o Moto Capital aqui em Brasília. Lá devo comprar a segunda pele de inverno.
A chuva no sul ainda é uma preocupação, pois não dá sinais de alívio. Frio já é fator complicador, se vier acompanhado de chuva e ventos fortes, então, vai ser muito chato.
Esperemos que passe logo. 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

As bolsas

Vamos dar uma olhadela nas bolsas que equiparão a Branca na viagem às Serras do Sul.
Os alforges Givi WP405 são confeccionados em lona impermeável, com as costuras vulcanizadas, o que deve impedir por completo a entrada de água. A bolsa tem sua abertura fechada por um velcro em toda a sua extensão. Depois de fechado dobra-se como um saco estanque.


 Apesar de ser, segundo o fabricante, 100% impermeável, para facilitar as coisas acomodarei as roupas em um saco plástico, garantindo a proteção.
Apesar de compacta, o formato quadrado favorece a acomodação da bagagem. São 25 litros em cada alforge.
Uma pequena alça em cada alforge facilita seu transporte quando retirados da moto.
Já a bolsa interna serve em baús de 36 a 47 litros.
Por ser compacta e possuir alça acho que dá até para usá-la em viagens curtas, como mala de bordo.
O bolso menor tem uma alça de segurança e serve para acomodar laptops de até 13,4".

O espaço interno é bom e vai acomodar bem aquela bagagem que necessita de acesso mais fácil e rápido.
Depois de lavar a Branca vou fazer um teste de acomodação de todos os acessórios e fotografar. Inté.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Sapato novo

Saem os Interact Z6...
Depois de extensa busca na internet, constatei que é complicado comprar o jogo completo de pneus para a Branca. Os originais, Metzeler Interact Z6, medidas 120/70 17 na dianteira e 160/60 17 na traseira, estão difíceis de achar na mesma loja. Quando encontro um, o outro está em falta. Perdi a chance de comprá-los na única loja que os tinha - até o começo desta semana -  e com frete grátis. O traseiro sumiu. Assim, comecei a pesquisar o Z8, pneu que, segundo o próprio fabricante, é uma evolução do Z6. Naquela loja, não havia desconto de frete para aquisição dos dois pneus. Fuça daqui e fuça dali, acabei achando em Ribeirão Preto. Aliás, vale dizer que as lojas de Ribeirão Preto estão muito bem na fita em relação às da capital paulista. Sites bem montados, ótimos preços. Pois bem, consegui o frete mais barato, 5% de desconto no boleto e a brincadeira vai para cerca de R$ 1.160,00. Pelo menos os pneus duram bastante.
entram os Z8.
Em tempo, em outra loja de Ribeirão Preto encomendei os alforjes e a bolsa interna do baú.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Yes, on the road again

Começam os preparativos. Alforge velho vendido e despachado. Mês que vem, comprarei o novo. Vai ser necessário trocar os pneus, que já beiram os 24.000 quilômetros rodados.
O trajeto nos levará - três motos e quatro pessoas, em princípio - a Gramado. No caminho, paradas estratégicas em Curitiba, descida pela Estrada da Graciosa, paradas em Pomerode, Urubici, Cambará da Serra e São Joaquim. Serão cerca de 4.600 quilômetros ida e volta, em trajetos diferentes. O trajeto incluirá ainda a subida da Serra do Rio do Rastro:
A partida está programada para o dia 9 de agosto, com retorno no dia 23. Darei mais detalhes à medida em que os preparativos forem se desenrolando.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

On the road again?

Bueno. Planos de uma nova viagem. Ainda não tem nada acertado de minha parte, pretendo juntar-me a um grupo de amigos que já tem quase tudo planejado. Viajar em grupo vai ser diferente. O pessoal é experiente, já viajou muito e nos conhecemos razoavelmente bem. O senão é que a Branca será a única naked do grupo. Até aí é o de menos. Como a viagem vai rolar em agosto, para o sul do país, é de se esperar baixas temperaturas. A falta de carenagem pode ser um problema a ser resolvido com boas roupas.  Outro ponto é a velocidade de cruzeiro a ser impressa pelo grupo.
O meu lado do planejamento envolve a preparação da moto, com troca de pneus, revisão, etc. A separação da bagagem terá que ser cuidadosa, pois terei que levar roupas de frio, sem exagerar no peso/volume. Os alforjes usados na viagem a Rio das Ostras não deverão fazer esta viagem.
Apesar de boa qualidade, pretendo substituí-los pelos WP405 da Givi:
Estes tem a vantagem de ter um formato mais quadrado, mais fácil de ser utilizado e organizado, e de serem à prova d´água. Eles tem fechamento como de um saco estanque, sem zíperes. Bem, antes de adquirir estes, preciso me desfazer dos outros.
Nesta viagem poderei contar com o baú, de 47 litros, além da bolsa de tanque. Na viagem anterior, não tinha esse baú instalado e senti muito sua falta.
Amanhã baterei um papo com um amigo e só então decidirei se vou ou não. Desta vez espero tirar mais fotos da viagem toda, o que acabei não fazendo em 2012.
I´ll keep you posted.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Borges: o burro de carga

A valentia dos VW a ar é notória e inegável. Todo mundo que tem um carro desses tem histórias sobre cargas estranhas e exageradas levadas nesses pouco espaçosos veículos. Meu pai, certa vez, ao realizar uma inspeção numa propriedade rural, saiu com um Fusca 1300 de uma mangueira enlameada, com cerca de 300kg de melancias, além de um passageiro. O carrinho nem tossiu.
Pois recentemente fiz uma reforma num banheiro em casa e fui comprando o material aos poucos. As primeiras compras, no entanto, eram de piso e azulejos. Estes últimos, somando cerca de 20m² em placas de 35 x 45cm, são um bocado pesados. Sem problemas: algumas caixas no porta-malas, outras no piso do passageiro da frente, outras no banco do passageiro e no banco de trás. Problema resolvido. Outros itens transportados foram sacos de argamassa de 40kg. Em nenhum momento senti que o carro sofria. É bem verdade que os freios a disco ajudaram a parar com mais segurança. Mas, uma vez mais, ficou comprovada a valentia desses veículos tão queridos por nós, entusiastas. Heil, Borges!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Dicas para motociclistas iniciantes: pilotagem, parte II

A regra dos 4 minutos.
Muita gente não faz ideia de que regra é essa. É simples: os momentos mais perigosos do seu dia são os quatro primeiros e os quatro últimos minutos de qualquer deslocamento, principalmente o primeiro e o último do dia. Vamos lá: os primeiros quatro minutos do seu primeiro deslocamento, digamos de casa para o trabalho, são perigosos porque tudo ainda está frio. Motociclista, freios, motor, tudo ainda está acordando. Atenção redobrada pois outros motoristas e motociclistas podem também estar meio sonolentos, aumentando as chances de acidente.
Passados esses quatro minutos, você e sua moto entram no ritmo. Já os quatro últimos são perigosos porque você está perto do destino e aí baixa a guarda e se distrai mais facilmente. Esses quatro minutos requerem cuidado especial se você estiver voltando para casa ao fim de um dia de trabalho. É natural relaxar porque já se está quase em casa, o território é conhecido e tal. Já vi gente se estabacar feio a 100 metros de casa, depois de um deslocamento de dezenas de quilômetros. Essa regra vale também para a estrada.
Esse relaxamento também pode ocorrer quando se conhece bem o trajeto. Motociclistas que usam sempre a mesma rota todos os dias, correm o risco de prestar menos atenção pois sabem onde estão cada buraco e defeito da pista. Sempre que possível, faça rotas alternativas, evitando assim a síndrome do "trajeto familiar".
E quando H2O cai dos céus? Oh, céus. E agora?
Não tema. As regras não mudam. Muito.
Vamos começar pela roupa. Há poucas coisas piores do que tentar pilotar uma moto todo molhado. Mesmo uma chuva de verão, rapidinha, pode encharcar o piloto e, como a moto em movimento, as mãos tendem a ficar frias. Os reflexos ficam afetados e aí... Na falta de botas impermeáveis apropriadas, motofretistas aqui no Brasil usam galochas. Não são o ideal, mas são muito melhores que tênis, sapatos de cano baixo e outros calçados que deixam passar água. Um bom conjunto impermeável ajuda bastante. São incômodos de usar, verdade, mas pelo menos chega-se seco ao destino. Esses conjuntos impermeáveis são normalmente meio grandes, para serem usados mesmo por cima de uma jaqueta não impermeável. É possível até mesmo usá-los por cima de mochilas. De qualquer forma, o incômodo é atenuado pela sensação de estar seco por baixo da capa. Já com as mãos não tem jeito. O jeito é luva impermeável. Um saco de plástico pode ser uma solução temporária, mas atrapalha demais a pilotagem, assim como os ditos sacos cobrindo os pés. Existem polainas para esse fim. São adequadas e bem acessíveis.
Roupa vestida, marcha engatada e lá vamos nós. Atenção redobrada, velocidade reduzida e suavidade na condução. Atenção redobrada: tem muito mais coisas acontecendo à sua volta. Sua visão está atrapalhada pela água na viseira, que não tem limpador.
A água esconde tudo quanto é tipo de armadilha nas vias. Aquele buraquinho que você está acostumado a ver, foi para onde? Não há mais referencial. Além do mais, a chuva pode ter aumentado o dito buraquinho e o transformado em uma cratera. Não espere que os condutores de outros veículos tenham cuidado ao passar em pontos alagados.
Eles vão continuar como se você não estivesse por ali e dá-lhe água. Procure, sempre que possível, se distanciar dos outros veículos e prepare-se quando não tiver como escapar daquele banho de água suja que vai empastelar a viseira do seu capacete.
Velocidade reduzida: além das mencionadas armadilhas, o piso fica outro quando coberto de água. Seus pneus, mesmo em boas condições, tem um limite de aderência que deve ser respeitado. Se a chuva for a primeira após um período de estiagem, então o cuidado deverá ser triplicado. A camada de óleo, graxa e resíduos de todo o tipo vira uma camada de sabão enquanto não for lavada pela chuva. E só uma chuva muito forte e razoavelmente prolongada poderá fazê-lo. Portanto, muito, muito cuidado nessas condições.
Suavidade na pilotagem: acelere e freie com cuidado. As condições do piso sob chuva, como dito, ficam muito diferentes e qualquer descuido significa chão. Acelerar, principalmente em saída de curva, deve ser feito com extremo cuidado e suavidade, para evitar destracionamento. Corrigir a saída nessas condições é muito difícil. Uma saída de frente, então, é quase impossível. A mesma coisa vale para a frenagem. O piloto deve estar atento para as condições à sua frente, e iniciar a frenagem muito antes do que faria em condições normais. Atenção redobrada com o trânsito à sua volta, pois os motoristas, em suas gaiolas cheias de películas escuras, não tem noção total do que está acontecendo e podem não notar que você está diminuindo a velocidade para depois iniciar uma frenagem. Se você está atrasado, não tente ganhar tempo. Você vai se dar mal. Situações de chuva não acontecem todos os dias. Em algumas regiões do Brasil acontecem em épocas específicas e, se você não está habituado a pilotar nessas condições, muita atenção e cuidado. Suavidade sempre.