segunda-feira, 8 de julho de 2019

Corredor de los Pájaros Pintados 2019

Está chegando a hora de mais uma viagem. A preparação está adiantada e a ansiedade começa a mostrar sua carota.
Depois de descartar uma ida à fantástica Carretera Austral por conta do tempo necessário para essa viagem - coisa que muita gente não tem sobrando - decidimos por um roteiro mais próximo. Numa matéria há não muito tempo, li sobre o Corredor de los Pájaros Pintados, no oeste do Uruguai, fronteira com a Argentina.  Esse roteiro foi instituído há alguns anos como rota turística oficial, pelo órgão de turismo uruguaio, principalmente em função da diversidade.
Bem verdade que boa parte desse roteiro deve ser mais interessante em meses mais quentes, mas isso não nos desanimou. Serão 20 dias ao todo, saindo de Brasília em 10 de agosto e retornando no dia 30. O trajeto será de cerca de 7000 quilômetros e incluirá as seguintes cidades: Araçatuba, Foz do Iguaçu, Paso de los Libres (ARG), Salto, Paysandu, Colónia del Sacramento, Montevideo e Punta del Este (URU), Bagé, Gramado, Urubici, São Francisco do Sul, Registro e Ribeirão Preto. Algumas dessas cidades serão apenas paradas para pouso. Salto e Paysandu são cidades no Corredor e servirão de base para passeios na região. Muitas das atividades, como eu disse, são mais bem aproveitadas no verão, pois incluem muitas atividades náuticas nos rios da região. Mas todas as cidades têm algum interesse histórico e, no frigir dos ovos, o que queremos é rodar.

Inicialmente com seis motos e um tricilo CanAm, o grupo se viu reduzido a três motos - com uma quarta ainda a confirmar. Serão duas GS 1200 e uma (ou duas) Tiger 800. As garupas começarão a viagem em Foz do Iguaçu e terminarão em Curitiba. Bem, duas delas. A terceira se juntará ao grupo em Gramado.

Concentrei o começo da preparação na aquisição de equipamentos. Jaqueta, calça e botas novas, mais intercomunicador decente (Cardo Packtalk Bold). Esse ainda está dando um pouco de dor-de-cabeça para ficar bem instalado nos capacetes que vamos usar na viagem: minha esposa de NoRisk (já instalado) e eu com o LS2 Metro Evo (ainda passando por..."adaptações").
A jaqueta escolhida foi a Ventamax da Spidi.
Ela é uma semi-parca - termo criado por mim, viu? Com 4 bolsos dianteiros, um interno, forro impermeável removível. Ela aceita forro térmico que, sabe lá Deus pour quoi, não está disponível no Brasil. Aparentemente aqui não faz frio...Ela é bem ventilada, como as Spidi que eu já tinha e substituirá uma delas, que foi doada. Não é o tipo adequado para esta viagem, mas já adquiri várias camadas que farão seu trabalho a contento, acredito. Tenho segunda pele em 3 níveis diferentes e adquiri um fleece da Quechua que veste bem justo e poderá ser usado por baixo da jaqueta. Nunca tive problemas de frio nas pernas.

A calça escolhida foi a Spidi Thunder, com forro impermeável removível, bem parecida com a calça que eu já tenho. Veio com os protetores de quadril do mesmo lado, mas já pedi à Nova MotoStore que substituísse um deles, pois recebi com dois do lado esquerdo. 
Por fim, as botas. Eu queria muito um modelo de Gore-Tex da Gaerne, mas não encontrei na minha numeração. Na MotoSprint em São Paulo experimentei várias e acabei por escolher a Forma Voyage. Cano alto, com boa proteção e confortável, vai substituir bem a já saudosa Diadora.
Quanto às luvas, dois pares da Rev´It devem dar conta do recado.

A preparação da moto está assim: pneus trocados. Os Metzeler Tourance Next originais chegaram a 23.780 quilômetros. O dianteiro está ressecado e o traseiro quadrado. Não faz sentido - eu, pelo menos, não acho que faça - trocar um ou outro. Prefiro a troca em pares. Mesmo porque o traseiro, ainda bom para um uso urbano, teria que ser fatalmente trocado no decorrer da viagem, em algum ponto. Prefiro sair daqui com tudo zerado.

Antes

Depois
Antes
Depois
Amanhã Dory vai para sua revisão pré-viagem e veremos o que precisará mexer, além da troca de óleo e filtro. Vou pedir uma checagem geral, limpeza de corrente, verificação de estado do sistema elétrico, principalmente recarga da bateria, sistema de arrefecimento, etc.

As motos dos companheiros de viagem estão passando por revisões similares.

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